Os preços dos combustíveis no Brasil registraram alta pela terceira semana seguida, de acordo com levantamento divulgado nesta sexta-feira (20/3) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Desde o início dos ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, o valor médio do litro do diesel avançou 20,4%, passando de R$ 6,03 para R$ 7,26. No mesmo intervalo, a gasolina aumentou 5,9%, de R$ 6,28 para R$ 6,65.
Crise global de oferta
A escalada de preços reflete o impacto do conflito no Oriente Médio sobre o mercado de energia. Ataques a instalações de petróleo e gás, além da interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz — rota de cerca de 20% da produção mundial —, elevaram a volatilidade internacional. O barril do Brent, referência global, chegou a tocar US$ 119 em mais de uma ocasião desde o início da guerra.
Reação interna
No Brasil, o aumento do diesel gerou apreensão no setor de transportes. Caminhoneiros cogitaram paralisação, mas decidiram em assembleia realizada na quinta-feira (19/3) manter negociações com o governo federal.
Medidas do governo
Para tentar frear os repasses, o Planalto criou um programa de subvenção ao diesel, zerou PIS e Cofins sobre o combustível, instituiu imposto sobre exportação de petróleo e propôs aos estados isenção de ICMS na importação, com compensação de 50% das perdas.
Uma força-tarefa do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor fiscalizou, na última semana, mais de mil postos e 64 distribuidoras em todo o país em busca de práticas abusivas.
Alívio externo
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump autorizou a suspensão temporária de sanções para cerca de 140 milhões de barris de petróleo iraniano armazenados em navios-tanque. A licença vale até 19 de abril e busca aliviar a pressão sobre os preços globais.
Com informações de Metrópoles

