A Polícia Federal lançou nesta terça-feira (17) a Operação Indébito, novo desdobramento da Operação Sem Desconto, que apura desvio de valores em aposentadorias e pensões de segurados do INSS. Entre os alvos está a deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE), que passou a ser monitorada por tornozeleira eletrônica. A defesa da parlamentar ainda não se manifestou.
Equipes da PF e da Controladoria-Geral da União (CGU) cumprem 19 mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão e outras medidas cautelares no Ceará e no Distrito Federal. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em processos sob relatoria do ministro André Mendonça.
Prisão de empresários e ex-dirigente de associações
Foram presos:
- Natjo de Lima Pinheiro – empresário;
- Cecília Rodrigues Mota – advogada e ex-presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional (Aapen) e da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (AAPB).
De acordo com relatório da PF encaminhado à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, Natjo de Lima Pinheiro recebeu cerca de R$ 400 mil em operações ligadas a empresas de Cecília Rodrigues Mota, apontada como uma das operadoras do esquema.
Crimes investigados
O objetivo da nova fase é aprofundar indícios de:
- inserção de dados falsos em sistemas oficiais;
- formação de organização criminosa;
- estelionato previdenciário;
- ocultação e dilapidação patrimonial.
Em depoimento à CPI do INSS, em novembro de 2025, Cecília Mota confirmou ser proprietária de diversas empresas suspeitas de lavagem de dinheiro e disse ter movimentado milhões de reais, negando, contudo, origem ilícita dos recursos.
A Operação Indébito segue em andamento, e a PF informou que novas diligências podem ocorrer a partir da análise do material apreendido.
Com informações de G1

