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Yakutsk enfrenta até -71 °C: conheça as adaptações que mantêm moradores vivos no frio extremo

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Yakutsk, na Sibéria, convive todos os anos com temperaturas que podem chegar a 71 °C negativos. Para continuar habitável, a cidade adota um conjunto de estratégias biológicas, tecnológicas e infraestruturais que transformam a rotina de seus mais de 300 mil habitantes.

Roupas e proteção pessoal

O primeiro escudo contra o congelamento é o vestuário. Moradores usam diversas camadas de peles naturais e tecidos de alta tecnologia para reter calor. Máscaras e óculos são itens obrigatórios: o ar gelado pode queimar pulmões e córneas em poucos minutos.

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Qualquer exposição sem proteção superior a dez minutos pode provocar hipotermia severa e necrose nas extremidades. Por isso, a população desenvolveu sensibilidade para identificar sinais iniciais de congelamento na pele de vizinhos.

Veículos e logística

Automóveis permanecem ligados por longos períodos ou são guardados em garagens aquecidas. Dessa forma, evita-se o congelamento do óleo do motor e o espessamento de combustíveis.

Dieta de alto teor calórico

A alimentação inclui porções generosas de peixes crus congelados e gordura animal. A alta ingestão calórica mantém o metabolismo acelerado e ajuda o corpo a produzir calor interno.

Construções em permafrost

O solo permanentemente congelado da região, conhecido como permafrost, impede fundações convencionais. Edifícios são erguidos sobre estacas de aço fincadas a grandes profundidades, evitando que o calor interno descongele a base e comprometa a estrutura.

Tubulações de água e esgoto correm acima do solo, isoladas em dutos especiais que suportam temperaturas abaixo de –50 °C e facilitam reparos emergenciais.

Vidros e aquecimento

Janelas recebem três ou quatro camadas de vidro com selagem a vácuo para bloquear a entrada do vento ártico. Dentro dos imóveis, sistemas de calefação central a gás natural mantêm ambientes em temperaturas confortáveis mesmo durante os meses mais escuros do inverno.

Manutenção ininterrupta

Equipes de emergência atuam 24 horas para impedir falhas elétricas ou de aquecimento, já que qualquer interrupção pode ser fatal. Materiais usados em redes de utilidades são escolhidos para resistir a contrações extremas e não se tornarem quebradiços.

Custo de vida e economia local

Viver em Yakutsk é caro: combustíveis para aquecimento e transporte de alimentos elevam as despesas diárias. Em contrapartida, a extração de diamantes e ouro sustenta a economia regional e justifica a presença de milhares de residentes em uma das áreas habitadas mais frias do planeta.

A combinação de engenharia específica, vestuário adequado e hábitos alimentares de alto teor energético garante que Yakutsk continue funcionando mesmo quando o termômetro despenca para níveis que desafiam a sobrevivência humana.

Com informações de Olhar Digital

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