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Pesquisadores usam Wi-Fi doméstico para detectar movimentos através de paredes

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Um estudo conduzido por um laboratório da Universidade da Califórnia em Santa Barbara (UC Santa Barbara) demonstrou que sinais comuns de Wi-Fi podem servir como um “radar” capaz de identificar silhuetas e deslocamentos de pessoas mesmo quando elas estão em cômodos isolados por paredes.

Como o método funciona

O processo começa quando o roteador emite ondas de rádio que atravessam materiais como tijolos e concreto. Ao encontrar um corpo em movimento, parte desse sinal retorna com distorções. Sensores específicos captam o eco e, em seguida, algoritmos filtram o ruído gerado por objetos fixos — como móveis — para transformar as variações em imagens que revelam a presença e o deslocamento de quem estiver no ambiente vizinho.

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Infraestrutura já existente

Por depender apenas do roteador e de poder de processamento, a técnica dispensa equipamentos caros, como câmeras térmicas ou dispositivos de raios X. Segundo os pesquisadores, a combinação de sensores mais sensíveis e computadores atuais tornou possível extrair detalhes antes inacessíveis a partir das interferências no sinal sem fio.

Capacidade em comparação com outras tecnologias

• Wi-Fi radar: atravessa paredes de tijolo e concreto.
• Câmera comum: exige linha de visão direta, não ultrapassa barreiras.
• Câmera térmica: infravermelho sofre bloqueio por alguns isolamentos.
• LiDAR: feixes de laser refletem em superfícies sólidas, sem penetração.

Possíveis aplicações

No setor de saúde, o sistema poderia acompanhar rotinas de idosos que vivem sozinhos, detectando quedas ou padrões anormais de movimento sem a necessidade de câmeras visíveis. Equipes de resgate também podem se beneficiar, já que bombeiros conseguiriam localizar vítimas em incêndios ou desabamentos antes de entrar no local.

Pesquisadores usam Wi-Fi doméstico para detectar movimentos através de paredes - Imagem do artigo original

Imagem: inteligência artificial

Embora questões de privacidade ainda precisem ser debatidas, os autores do estudo defendem que a mesma rede sem fio usada para conectar dispositivos pode, em breve, assumir o papel de ferramenta de monitoramento em tempo real.

Com informações de Olhar Digital

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