O Tocantins registrou 166 mil viagens ao longo de 2024, alta de 10,6% em relação a 2023, quando foram contabilizadas 150 mil deslocamentos. O dado é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do avanço, o total ainda está distante das 199 mil viagens apuradas em 2019, antes da pandemia de Covid-19.
No cenário nacional, a PNAD apontou 20,6 milhões de viagens em 2024.
Perfil das viagens
Do total de deslocamentos feitos pelos tocantinenses no ano passado, 139 mil tiveram caráter pessoal e 28 mil ocorreram por motivos profissionais, marca que representa o maior volume de viagens a trabalho desde o início da série histórica, em 2019.
Proporcionalmente, 25,5% dos domicílios tocantinenses tiveram pelo menos um morador viajante em 2024, o segundo maior índice do país, atrás apenas do Distrito Federal (26,7%). A média brasileira ficou em 19,3%.
Motivações
Os principais motivos declarados pelos viajantes do estado foram:
- Encontros familiares ou com amigos: 41,2%;
- Tratamento de saúde ou consulta médica: 33,5%;
- Lazer: 20,0%;
- Outros motivos: 5,3%.
A participação das viagens de lazer no Tocantins equivale à metade da média nacional, que chegou a 39,8%. No conjunto do país, visitas a familiares ou amigos responderam por 32,2% e questões de saúde, por 20,1%.
Imagem: Atitude Tocantins
Gastos com pernoites
O gasto médio dos tocantinenses em viagens com pernoite alcançou R$ 1.669 em 2024. A PNAD também detalhou a despesa segundo a renda domiciliar mensal per capita:
- Até meio salário mínimo: R$ 1.056;
- De meio a um salário mínimo: R$ 572;
- De um a menos de dois salários mínimos: R$ 1.033;
- De dois a quatro salários mínimos: R$ 1.709;
- Acima de quatro salários mínimos: R$ 4.720.
Os números reforçam a diferença de gasto entre faixas de rendimento, com desembolso quase quatro vezes maior entre quem recebe acima de quatro salários mínimos, em comparação com a média geral do estado.
Com informações de Atitude TO

