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Comunidade indígena venezuelana no DF teme por parentes após operação dos EUA em Caracas

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Indígenas da etnia Warao que vivem na região do Café sem Troco, no Paranoá, Distrito Federal, relatam preocupação com familiares que permaneceram na Venezuela após a incursão de forças especiais dos Estados Unidos em Caracas, na madrugada de 3 de janeiro de 2025. Na ação, o presidente deposto Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram presos sob acusação de chefiar o chamado Cartel de Los Soles.

A comunidade Warao Coromoto, formada por 124 pessoas — das quais 42 são crianças —, recebeu ligações de parentes logo após os primeiros disparos. “Nossos familiares moram perto dos locais atacados e ficaram com medo de ser atingidos. Estamos muito preocupados”, disse o cacique Costantino Zapata, 39 anos.

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Zapata afirma que o grupo, chegado ao Brasil em 2018 para escapar da fome, do desemprego e da falta de assistência médica, teme que um conflito armado aprofunde os problemas sociais no país de origem. “Queremos paz na Venezuela, como em todos os países”, ressaltou.

Rejeição à guerra e desejo de democracia

Monitor de educação na Escola Classe Café sem Troco, Wilfredo Zanbrano Borges, 32 anos, compartilha o receio. “Não queremos guerra”, afirmou. Ele espera que os parentes consigam vir para o Brasil diante da instabilidade política.

Apesar de permanecerem no DF, Zapata e Wilfredo defendem “democracia real” na Venezuela. “Saímos buscando uma base melhor para nossas vidas. Não sabemos como será o futuro lá”, declarou o cacique.

Rotina no Brasil e desafios

No Distrito Federal, a comunidade conta com Bolsa Família, Programa Prato Cheio, acesso à rede pública de saúde e matrículas escolares para as crianças. Mesmo assim, ainda enfrenta barreiras: falta de moradias adequadas, necessidade de aulas de português para adultos, banheiros insuficientes e demanda por mais estrutura para a cozinha.

Números da interiorização

Dados da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) indicam que 3.857 venezuelanos foram interiorizados para o DF por meio do programa do governo brasileiro, dos quais 195 são indígenas.

Com informações de Metrópoles

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