Mais de mil visitantes foram obrigados a passar a noite no Zoológico de Guadalajara, no estado de Jalisco, depois que uma série de atos violentos tomou as ruas da região na noite de domingo (22/2). O grupo de 1.080 pessoas — entre crianças e idosos — ficou retido no estacionamento da atração turística e dormiu em 21 ônibus, cinco vans e quatro carros.
Os turistas receberam apoio do Sistema Nacional para el Desarrollo Integral de la Familia (DIF), de funcionários do próprio zoológico, de equipes médicas municipais e da polícia local, que reforçou a segurança durante toda a madrugada. Após 36 horas de confinamento, todos foram liberados.
De acordo com autoridades, os visitantes eram oriundos dos estados de Nayarit, Colima, Aguascalientes, Zacatecas e Michoacán.
Motivo da violência
A morte de Nemesio Oseguera Cervantes, o El Mencho, apontado como líder do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), motivou a onda de ataques em várias partes do país. O narcotraficante morreu durante operação das Forças Armadas em Tapalpa, também no estado de Jalisco.
Após a confirmação do óbito, foram registrados confrontos armados, incêndio de veículos e bloqueios de estradas. Segundo o governador de Jalisco, Pablo Lemus Navarro, carros foram incendiados para dificultar a ação das forças de segurança. Até o início da tarde de segunda-feira (23/2), 21 bloqueios rodoviários permaneciam ativos.
Incidentes semelhantes foram relatados nos estados de Michoacán, Tamaulipas, Zacatecas, Colima e Oaxaca. Em Guadalajara, disparos nas proximidades do Aeroporto Internacional geraram pânico, embora o Gabinete de Segurança tenha informado que os terminais operavam normalmente.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que há “absoluta coordenação” entre o governo federal e as administrações estaduais e pediu calma à população.
Com informações de Metrópoles

