Silêncio absoluto, pausa repentina ou até um simples desvio de olhar costumam ser interpretados por tutores como arrependimento ou disciplina exemplar. Porém, esses gestos podem sinalizar que o cachorro está assustado, aponta um levantamento do American Kennel Club (AKC).
O que diz o estudo
Especialistas da entidade norte-americana explicam que a linguagem corporal dos cães é complexa e, muitas vezes, mal compreendida por humanos. Ao se sentirem ameaçados, eles recorrem a estratégias naturais de apaziguamento — o que não tem relação com obediência.
Três sinais de alerta
1. Desvio de olhar — o animal evita contato visual direto para mostrar que não quer confronto.
2. Lambedura de focinho — repetidas lambidas no nariz indicam tentativa de autorregulação diante da ansiedade.
3. Estado de congelamento — o cão permanece imóvel, revelando medo intenso e percepção de que não há rota de fuga.
Consequências do estresse
Quando esses comportamentos são ignorados ou confundidos com submissão, o organismo do cachorro libera cortisol e adrenalina continuamente. O resultado pode incluir distúrbios digestivos, queda de imunidade e comportamentos compulsivos, como lamber as patas ou perseguir o próprio rabo.
Diferença entre calma e tensão
Um cão relaxado exibe olhos macios, boca levemente aberta e movimentos fluidos. Já o animal em alerta mantém músculos rígidos, respiração ofegante sem esforço físico e peso do corpo voltado para trás.
Como agir
Adotar métodos de reforço positivo, estabelecer rotina previsível e oferecer espaço nos momentos de inquietação são medidas recomendadas para restaurar a sensação de segurança e fortalecer o vínculo com o pet.
Ao reconhecer que determinados “sinais de obediência” podem, na verdade, ser pedidos de ajuda, tutores têm mais chances de prevenir traumas e garantir bem-estar físico e emocional aos cães.
Com informações de Olhar Digital

