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Traficantes atacam polícia com drones e granadas durante megaoperação na Penha e no Alemão

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Traficantes do Comando Vermelho lançaram granadas a partir de drones contra equipes da Polícia Civil que realizavam, na manhã desta terça-feira (28), uma megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro. A ofensiva resultou em mais de 80 prisões e cumpriu parte dos mais de 100 mandados expedidos pela Justiça contra integrantes da facção.

Segundo o governo fluminense, os artefatos explosivos foram arremessados no Complexo da Penha. Até o momento, não há registro oficial de feridos provocados por esse ataque. Imagens divulgadas pela polícia mostram também intensa troca de tiros em diferentes pontos das comunidades.

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Governador mantém estratégia

Em coletiva realizada no fim da manhã, o governador Cláudio Castro (PL-RJ) classificou a ação dos criminosos como “narcoterrorismo” e garantiu que a estratégia de combate não será alterada. “Esse é o tamanho do desafio que enfrentamos. Não vamos dar um passo atrás”, afirmou.

Castro destacou que a operação foi planejada e executada somente pelas forças de segurança do Rio, sem participação do governo federal. O planejamento levou 60 dias, e as investigações, conduzidas pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), começaram há um ano. Há ainda cerca de 30 suspeitos sendo investigados no Pará.

Material apreendido e presos de destaque

Entre os detidos está Nicolas Fernandes Soares, apontado como operador financeiro de Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca ou Urso, um dos chefes do Comando Vermelho. Também foi preso Thiago do Nascimento Mendes, o Belão do Quitungo, considerado o principal líder da comunidade do Quitungo.

Os agentes recolheram 10 fuzis, duas pistolas, nove motocicletas e diversos rádios comunicadores utilizados pela quadrilha.

Dimensão da operação

O secretário de Segurança Pública, Victor Santos, informou que a ação busca retomar a ordem em uma área estimada em 9 milhões de metros quadrados, onde vivem cerca de 280 mil pessoas, distribuídas por 26 localidades. “É um estado de guerra que exige uma resposta planejada e integrada”, disse, lamentando eventuais feridos e reforçando que as operações continuarão.

A Polícia Civil prossegue no cumprimento dos mandados e na busca por outros alvos considerados estratégicos para a estrutura do Comando Vermelho.

Com informações de Gazeta do Povo

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