O ex-ajudante de ordens Mauro Cid teve a tornozeleira eletrônica retirada nesta segunda-feira, 3 de novembro de 2025, durante audiência de execução de pena realizada em Brasília.
A sessão foi presidida pela juíza auxiliar Flávia Martins de Carvalho, que atua no gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Cid cumpria medidas cautelares após ser condenado a dois anos de prisão por envolvimento na suposta tentativa de golpe de Estado investigada pelo STF.
Regras impostas ao ex-ajudante
Mesmo sem o equipamento de monitoramento, o militar permanece sujeito a restrições:
- recolhimento domiciliar noturno das 20h às 6h;
- proibição de sair de casa aos fins de semana;
- proibição de deixar o Distrito Federal;
- comparecimento semanal à Vara de Execuções Penais de Brasília;
- proibição de usar redes sociais;
- porte de armas suspenso.
O termo com as novas condições seguirá para análise do relator Alexandre de Moraes.
Próximos passos no processo
O julgamento relacionado à suposta tentativa de golpe ainda aguarda a apreciação de um recurso apresentado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Imagem: T Molina
Cid não recorreu da decisão da Primeira Turma do STF que fixou sua pena. A defesa espera que a Corte considere o período de prisão preventiva já cumprido para calcular o restante da punição.
Durante as investigações, o ex-ajudante firmou acordo de delação premiada, mas enfrentou questionamentos após apresentar versões diferentes dos fatos. Mesmo assim, Moraes manteve a validade das declarações e concedeu os benefícios previstos no acordo.
Com informações de Gazeta do Povo

