O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli determinou nesta sexta-feira, 19 de dezembro de 2025, a substituição da prisão preventiva do ex-diretor de Polícia Administrativa da Polícia Federal (PF) Rodrigo de Melo Teixeira e de outros três investigados por medidas cautelares.
Também foram beneficiados pela decisão o ex-deputado estadual mineiro João Alberto Paixão Lages, Helder Adriano de Freitas e Alan Cavalcante do Nascimento. Os quatro estavam presos desde setembro, no âmbito da Operação Rejeito, que investiga crimes ambientais, corrupção e lavagem de dinheiro relacionados ao setor de mineração em Minas Gerais.
Entre as novas restrições impostas pelo ministro estão monitoramento por tornozeleira eletrônica, entrega de passaportes, proibição de deixar a comarca de residência e recolhimento domiciliar noturno. Segundo Toffoli, as medidas alternativas são suficientes para resguardar a aplicação da lei penal, a ordem pública e a instrução do processo.
De acordo com a Polícia Federal, Teixeira é considerado peça-chave de um esquema que teria obtido lucro aproximado de R$ 1,5 bilhão e mantém projetos com potencial econômico superior a R$ 18 bilhões. As investigações apontam que ele negociou direitos minerários com uma organização criminosa, administrou de fato empresas do setor — como a Gmais Ambiental Ltda. e a Brava — e ocultou patrimônio, além de ter supostamente interferido em inquéritos policiais.
Interceptações telefônicas indicam que a Gmais Ambiental foi aberta em março de 2021, período em que o ex-diretor exercia o cargo de secretário municipal adjunto em Belo Horizonte. A PF sustenta que a empresa foi usada para ganhos ilícitos na exploração minerária.
Imagem: Gustavo Moreno
A defesa de Teixeira argumentou, à época da prisão, que o ex-dirigente era alvo de perseguição interna na corporação e que não havia indícios concretos que justificassem a detenção preventiva.
Superintendente da PF em Minas Gerais a partir de 2018, Teixeira atuou em investigações como o atentado a faca contra o então candidato à Presidência Jair Bolsonaro, em Juiz de Fora, e nos trabalhos após o rompimento da barragem de Brumadinho. Ele também ocupou cargos na Secretaria de Segurança de Belo Horizonte e presidiu a Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) durante o governo Fernando Pimentel (PT).
Com informações de Gazeta do Povo

