Gurupi (TO) – O Grupo Fazendão inaugurou na sexta-feira, 31, o Terminal Rodoferroviário Fazendão, instalado no Pátio Intermodal da Ferrovia Norte-Sul, às margens da BR-242, saída para o município de Peixe. O empreendimento recebeu investimento de cerca de R$ 80 milhões e foi concluído em tempo recorde, segundo a companhia.
A nova estrutura conta com armazém para até 40 mil toneladas e foi projetada para movimentar até 2 milhões de toneladas por ano. A expectativa é retirar das rodovias até 37 mil caminhões anualmente, reduzindo custos operacionais, o desgaste do pavimento e as emissões de CO₂ em aproximadamente 56%.
Operação ferroviária
De acordo com o vice-presidente comercial da concessionária Rumo, Altamir Perottoni Júnior, o carregamento inicial ocorrerá duas vezes por semana, com duas locomotivas à frente e 47 vagões já disponíveis. “Este é apenas o início de um ciclo de desenvolvimento que o Tocantins merece”, afirmou o executivo durante a cerimônia.
Autoridades destacam impacto regional
O governador Laurez Moreira, os deputados estaduais Gutierres Torquato e Eduardo do Dertins e o vice-prefeito de Gurupi, Adailton Fonseca, participaram do evento. Moreira lamentou a ausência de investimentos da Porto Seco para operar o Terminal de Cargas de Gurupi, mas celebrou a parceria entre Rumo e Grupo Fazendão. Já César Halum, secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Aquicultura, criticou a morosidade federal na concessão de autorizações e elogiou a iniciativa privada.
Concessão anterior paralisada
A Porto Seco Centro-Oeste S/A, habilitada em janeiro de 2016 para gerir o Terminal de Cargas de Gurupi, não colocou a unidade em funcionamento. O contrato determinava início das operações em até um ano, com movimentação mínima de 294 mil toneladas anuais, meta que não foi cumprida. A paralisação motivou alternativas privadas, como o projeto do Grupo Fazendão.
Imagem: Atitude Tocantins
Com a entrada em operação do novo terminal, o sul do Tocantins reforça sua posição na logística do agronegócio, criando condições para redução de custos, atração de investimentos e geração de empregos na região.
Com informações de Atitude TO

