Brasília (DF) – O técnico de enfermagem de 24 anos apontado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) como responsável por aplicar medicações que causaram a morte de três pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga, conseguiu emprego em uma UTI pediátrica de outro hospital particular depois de ser desligado da primeira instituição.
O esquema foi descoberto pelo próprio Hospital Anchieta, que, ao notar “circunstâncias atípicas” em três óbitos, instaurou uma investigação interna. Em menos de 20 dias, o comitê formado pela unidade reuniu evidências, demitiu o técnico e acionou a polícia.
Três vítimas confirmadas
Até o momento, a PCDF confirmou as mortes de:
• uma professora aposentada de 75 anos;
• um servidor da Caesb, de 63 anos;
• um funcionário dos Correios, de 33 anos.
Os crimes ocorreram em novembro e dezembro de 2025 e são investigados como homicídio. Vinte prontuários adicionais estão sob análise para verificar se há padrão semelhante.
Operação Anúbis
A primeira fase da operação foi deflagrada em 11 de janeiro de 2026, quando dois investigados foram presos temporariamente e mandados de busca foram cumpridos em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas (GO). Na segunda fase, em 15 de janeiro, outra suspeita foi detida e novos dispositivos eletrônicos foram apreendidos em Ceilândia e Samambaia.
Perfil dos investigados
Além do técnico de 24 anos, investigado por aplicar as substâncias letais, há uma mulher de 28 anos, também técnica de enfermagem com passagens por outros hospitais, e uma jovem de 22 anos em seu primeiro emprego. Não há, até o momento, informações sobre a motivação dos crimes.
Nota do Hospital Anchieta
Em comunicado, o Hospital Anchieta destacou ter solicitado a abertura de inquérito policial, bem como a prisão cautelar dos ex-funcionários. A instituição afirmou ainda ter prestado esclarecimentos às famílias das vítimas, colaborar integralmente com as autoridades e reforçou que o processo corre em segredo de Justiça.
Não existem registros de delitos cometidos pelo suspeito durante o período em que trabalhou na UTI pediátrica do segundo hospital.
As investigações prosseguem para esclarecer a dinâmica dos óbitos, o envolvimento de cada suspeito e eventuais conexões com outras mortes.
Com informações de Metrópoles

