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TCU eleva grau de sigilo e condiciona acesso do Banco Central a processo sobre o Banco Master

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O ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), elevou nesta quarta-feira (11) o nível de sigilo do processo que investiga a liquidação do Banco Master. A classificação passou de “sigiloso” para “sigiloso com exigência de autorização específica de leitura”, restringindo o Banco Central (BC) ao acesso somente mediante aval do magistrado.

Até então, o processo tramitava em sigilo, mas o BC, por ser parte interessada, conseguia acompanhar a íntegra dos autos. Com a nova medida, a autoridade monetária poderá visualizar documentos apenas após autorização expressa de Jhonatan de Jesus.

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Inspeção técnica e expectativa de relatório

Auditores da AudBancos — unidade do TCU responsável por bancos públicos e reguladores — realizaram inspeção nos papéis que embasaram a decisão do BC de liquidar o Banco Master. Segundo o presidente do TCU, Vital do Rêgo, o relatório final da inspeção deve ser concluído ainda nesta semana.

Integrantes do BC ouvidos pelo jornal Valor Econômico afirmam que o parecer preliminar elaborado pela área técnica do tribunal foi favorável à atuação da autarquia, sem apontar irregularidades.

Motivo alegado para o aumento do sigilo

Em nota, o TCU informou que a alteração foi solicitada pela Secretaria-Geral de Controle Externo “com o objetivo de evitar vazamentos, inclusive de informações sigilosas assim classificadas pelo BC”. O tribunal acrescentou que o Banco Central “terá acesso a todas as peças processuais sempre que necessário, não havendo qualquer prejuízo ao órgão jurisdicionado”.

Reação do setor financeiro

Treze entidades que representam bancos e instituições financeiras divulgaram nota conjunta criticando a decisão. Elas argumentam que o sigilo processual deve ter “justificativa técnica clara e transparente”, garantindo contraditório e ampla defesa ao BC.

O comunicado ressalta que decisões com efeitos “institucionais e sistêmicos” precisam ser colegiadas e transparentes para preservar a segurança jurídica e a confiança nas instituições públicas. Assinam o texto:

  • Associação Brasileira de Bancos (ABBC)
  • Associação Brasileira de Bancos Internacionais (ABBI)
  • Associação Brasileira de Câmbio (ABRACAM)
  • Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE)
  • Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs)
  • Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima)
  • Associação Brasileira de Instituições de Pagamento (ABIPAG)
  • Associação Brasileira de Internet (Abranet)
  • Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi)
  • Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin)
  • Federação Brasileira de Bancos (Febraban)
  • Organização das Cooperativas do Brasil (OCB)
  • Zetta

As entidades afirmam que “apenas a transparência nas apurações poderá preservar a confiança institucional e o reconhecimento das decisões com base técnica”.

Com informações de Gazeta do Povo

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