Uma câmera de segurança do Restaurante Comunitário da região norte de Palmas registrou, em 21 de janeiro deste ano, o momento em que Gilvan Paula Fernandes, de 42 anos, passa à frente das pessoas na fila do refeitório. A atitude gerou discussão e, segundo a Polícia Civil, desencadeou uma perseguição armada que terminou em tentativa de homicídio no centro da capital tocantinense.
De acordo com a investigação, após ser advertido por outros clientes, Gilvan deixou o restaurante em uma motocicleta e passou a seguir um dos homens que o repreenderam. Nas proximidades da Praça dos Girassóis e de uma agência bancária, ele efetuou disparos de arma de fogo contra o alvo. A vítima conseguiu se abrigar dentro da agência, enquanto um dos tiros atingiu o carro de um motorista que estava nas imediações; ninguém ficou ferido.
Indiciamento e prisão
Imagens de segurança e depoimentos levaram a Polícia Civil a identificar o suspeito. Conforme o delegado Guilherme Coutinho Torres, a motocicleta usada na fuga foi rastreada, e o pedido de prisão preventiva foi aceito pela Justiça. Alguns dias após o crime, Gilvan foi localizado por policiais militares na Ponte Siqueira Campos (que liga Palmas a Luzimangues), portando um revólver calibre .32. Ele permanece detido.
O inquérito foi concluído na quarta-feira (28) com o indiciamento de Gilvan pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. O documento já foi encaminhado ao Poder Judiciário.
Posicionamento da defesa
Em nota, a defesa afirma que ainda não teve acesso ao inquérito policial nem ao relatório final. Os advogados dizem que o juízo das garantias reconheceu ilegalidade na entrada da polícia na residência do acusado e relaxou o flagrante decorrente dessa ação. A defesa informou que, assim que obtiver os autos, pedirá a revogação da prisão preventiva.
Com informações de G1

