Brasília – O Superior Tribunal de Justiça (STJ) divulgou um comunicado alertando a população para um novo esquema de fraude que utiliza o WhatsApp para se passar por atendimento judicial da corte. Criminosos enviam mensagens que reproduzem logotipos, fotos e linguagem institucional do tribunal, exigindo pagamento de supostas dívidas, coleta de dados pessoais e senhas.
Como o golpe é aplicado
Segundo o STJ, os golpistas:
- criam perfis com imagens e referências visuais do tribunal;
- mencionam nome e CPF do destinatário para dar credibilidade;
- afirmam existir irregularidades fiscais graves ou processos em andamento;
- ameaçam bloqueio de contas bancárias, restrições no Banco Central e aplicação de multas;
- enviam links que direcionam a páginas falsas, semelhantes a sites governamentais, onde é solicitado o CPF;
- apresentam valor para quitação imediata, geralmente com “desconto” via PIX;
- coletam e-mail e telefone antes da cobrança, dados usados em novas tentativas de fraude.
Muitas mensagens partem de números internacionais, especialmente com prefixo do Reino Unido, e empregam logotipos da Receita Federal e do governo federal para reforçar a aparência oficial.
Posicionamento do tribunal
O STJ esclarece que:
- não possui canal de atendimento judicial pelo WhatsApp;
- não solicita pagamentos, senhas ou informações pessoais por telefone ou aplicativos;
- não faz ligações para complementar dados processuais sem solicitação formal;
- qualquer cobrança relacionada a processos deve ser considerada suspeita.
Canais oficiais
O tribunal mantém como principais meios de comunicação:
- Balcão Virtual, hospedado na plataforma Zoom, acessado apenas após solicitação do interessado;
- e-mails institucionais, quando necessário;
- telefone geral (61) 3319-8000 para informações;
- telefone (61) 3319-8410 para consultas processuais.
O STJ reforça que seu único endereço na internet é https://www.stj.jus.br/. Qualquer site fora desse domínio deve ser tratado com desconfiança.
A corte recomenda que, ao receber mensagens suspeitas, o cidadão evite clicar em links, não forneça dados e busque a confirmação diretamente pelos canais oficiais.
Com informações de Olhar Digital

