31/10/2025 – A escalada da violência no Rio de Janeiro transformou o estado no principal foco de atenção política do país. Após uma megaoperação policial, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu agir. O ministro Alexandre de Moraes viajará ao Rio para ouvir pessoalmente o governador Cláudio Castro (PL), enquanto o plenário da Corte determinou que o governo fluminense apresente explicações formais sobre a iniciativa policial.
Reações do STF e repercussão internacional
O ministro Edson Fachin qualificou a situação como “tragédia grave”. Dias antes, o próprio STF já havia mandado a Polícia Federal investigar facções criminosas que atuam no estado. O episódio ultrapassou fronteiras: um advogado que representa o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a operação, e o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, também se manifestou.
Movimentação política
Na arena política, a oposição ao governo federal cobrou a demissão do diretor-geral da Polícia Federal. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou pedido no STF para afastar Cláudio Castro. Paralelamente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou julgamento que pode resultar na cassação do mandato do governador. Já o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou apoio a Castro.
Posição do governo federal
Em Brasília, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou que “não existe bala de prata” contra o crime organizado. Duas ministras do governo Lula visitaram as comunidades da Penha e do Complexo do Alemão. Ainda no mesmo dia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou projeto do senador Sergio Moro (União-PR) que endurece o combate às organizações criminosas.
Outras decisões do STF
A Corte também avançou em processos contra políticos. Foi determinada a execução da pena da deputada Carla Zambelli (PL-SP), condenada por perseguir um homem armado em 2022. Alexandre de Moraes negou novo pedido do deputado Gustavo Gayer (PL-GO) para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro e, em outra decisão, suspendeu ação penal contra o parlamentar após deliberação da Câmara.
O ex-ajudante de ordens Mauro Cid iniciou cumprimento de pena em regime aberto e poderá retirar a tornozeleira eletrônica. Além disso, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), foi citado em investigação sobre mineração ilegal, caso que seguiu para análise do STF. O tribunal ainda fixou entendimento de que o Estado deve indenizar danos materiais causados por policiais durante protestos.
Imagem: Rosinei Coutinho
Pressão sobre as contas públicas
No campo fiscal, o Tesouro Nacional informou que o déficit do governo federal em 2025 já supera R$ 100 bilhões. Para elevar a arrecadação, a Câmara dos Deputados aprovou projeto que permite a atualização do valor de bens declarados no Imposto de Renda, medida que, segundo o governo, deve recompor parte da receita perdida.
Com a crise de segurança no Rio dominando o debate e a situação fiscal fragilizada, o governo federal e o Judiciário concentram esforços para dar respostas rápidas, enquanto governadores, Congresso e comunidade internacional acompanham os desdobramentos.
Com informações de Gazeta do Povo

