A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, em sessão virtual e sob sigilo, por 3 votos a 0 até o momento, o habeas corpus que autoriza o retorno de Wanderlei Barbosa (Republicanos) ao cargo de governador do Tocantins.
Votaram a favor da medida o relator, ministro Nunes Marques, e os ministros André Mendonça e Luiz Fux. Ainda faltam os votos de dois integrantes da Turma para a conclusão do julgamento.
Defesa sustenta falta de provas
Horas antes do início da sessão, a defesa de Barbosa apresentou petição alegando inexistência de provas que liguem o governador a supostas irregularidades na distribuição de cestas básicas investigadas pela Operação Fames-19, da Polícia Federal. O documento argumenta que não haveria elementos suficientes para manter o afastamento do chefe do Executivo estadual.
Tramitação virtual e sigilosa
A análise do caso ocorre em ambiente virtual, sem transmissão pública, conforme regra da 2ª Turma para processos sob sigilo. Os ministros avaliaram a proporcionalidade da cautelar que suspendeu Barbosa do mandato e o conjunto de provas reunidas no processo.
Repercussão política
No Legislativo tocantinense, o deputado estadual Eduardo Fortes comemorou a decisão preliminar. Segundo o parlamentar, a permanência de Barbosa no cargo permitirá a retomada de obras como o Hospital Geral de Gurupi e de projetos voltados aos 139 municípios do estado.
Imagem: Atitude Tocantins
Próximos passos
O resultado definitivo depende dos dois votos restantes. Caso o placar seja mantido, o governador reassumirá de forma permanente a administração estadual enquanto prosseguem as investigações da Operação Fames-19.
Com informações de Atitude TO

