Brasília, 26 de fevereiro de 2026 – O Supremo Tribunal Federal (STF) e a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS autorizaram a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente da República.
Quem determinou a medida
A decisão partiu de duas instâncias. Em janeiro, o ministro André Mendonça, do STF, atendeu a pedido da Polícia Federal e liberou o acesso aos dados de Lulinha. Na última sessão da CPMI do INSS, deputados e senadores confirmaram requerimentos semelhantes, em meio a discussões acaloradas e trocas de acusações entre governistas e oposicionistas.
Motivo da investigação
As apurações miram um suposto desvio de cerca de R$ 6 bilhões da Previdência Social. Mensagens interceptadas citam repasses envolvendo o nome de Fábio Luís e apontam uma viagem a Lisboa realizada com um operador do esquema. Investigadores também suspeitam que ele seja sócio oculto de empresas de cannabis medicinal que teriam recebido recursos ilícitos.
O que envolve a quebra de sigilo
Com a medida, autoridades poderão verificar movimentações financeiras, declarações de renda e comunicações digitais do investigado, comparando seu padrão de vida com os rendimentos oficialmente declarados.
Posicionamento da defesa
Advogados de Lulinha afirmam que o empresário “não praticou qualquer ilícito” e classificam a decisão como “desnecessária e esdrúxula”. Eles ressaltam que o investigado já havia se oferecido para prestar esclarecimentos espontaneamente e veem a iniciativa como tentativa de politizar o caso.
Repercussão política
Para analistas parlamentares, a autorização representa revés para o Palácio do Planalto, que buscou barrar o requerimento na comissão. O episódio fornece munição à oposição em pleno ano eleitoral, reacendendo o debate sobre corrupção enquanto o governo enfrenta críticas por questões econômicas e alta carga tributária.
Com o aval do STF e da CPMI, a Polícia Federal deve iniciar, nos próximos dias, a coleta dos dados bancários, fiscais e telemáticos de Fábio Luís Lula da Silva, que passarão a compor o inquérito sobre os desvios no INSS.
Com informações de Gazeta do Povo

