A Polícia Federal prendeu na manhã desta sexta-feira (2) o ex-assessor de Assuntos Internacionais do governo Jair Bolsonaro, Filipe Martins. A detenção ocorreu em Ponta Grossa (PR), cidade onde ele cumpria prisão domiciliar desde sábado passado (27).
A ordem de prisão preventiva foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado apontou que Martins violou medidas cautelares ao acessar redes sociais, prática proibida pela Justiça. “Essas circunstâncias evidenciam o desprezo do réu pelas medidas impostas e pelo sistema jurídico”, escreveu Moraes na decisão.
Martins foi condenado a 21 anos de prisão por participação em uma tentativa de golpe de Estado. A nova detenção, segundo o STF, decorre exclusivamente do descumprimento das restrições impostas após a sentença.
A defesa nega qualquer irregularidade. O advogado Jeffrey Chiquini afirmou que seu cliente “vinha cumprindo todas as obrigações judiciais de forma exemplar” e que a prisão é “punição sem ato ilícito”. Chiquini acusou o Supremo de agir por “vingança”, alegando que Moraes manifestaria antiga intenção de prender Martins desde o período em que ele integrava o chamado “gabinete do ódio”.
Imagem: Nilt Fukuda
A nova prisão reacende o debate sobre a fiscalização de medidas judiciais aplicadas a figuras públicas condenadas por atos antidemocráticos.
Com informações de Sou de Palmas

