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Sóstenes apresenta escritura e declarações para explicar R$ 470 mil recolhidos pela PF

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O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), divulgou nesta quarta-feira, 24 de dezembro de 2025, documentos que, segundo ele, comprovam a origem lícita dos R$ 470 mil em espécie apreendidos pela Polícia Federal em um quarto de hotel em Brasília.

A quantia foi recolhida durante a Operação Galho Fraco, investigação que apura suspeita de desvio de recursos da cota parlamentar. O também deputado Carlos Jordy figura entre os alvos do mesmo inquérito.

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Venda de imóvel em Ituiutaba

Em vídeo publicado nas redes sociais, Sóstenes afirmou que o dinheiro procede da venda de uma casa em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro. O parlamentar declarou ter adquirido o imóvel em 2023, com escritura registrada em cartório em seu nome. Segundo ele, o bem foi inicialmente anunciado por R$ 690 mil, mas acabou negociado por R$ 500 mil, pagos à vista e em cédulas.

Para embasar a versão, o deputado exibiu cópias da escritura, imagens da residência e sua declaração de Imposto de Renda. “O valor é lícito, declarado e está de acordo com a lei”, afirmou. Ele acrescentou esperar a devolução da quantia após a análise do material pela PF e pelo ministro responsável.

Decisão do STF e linhas de investigação

A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. Relatórios da PF apontam indícios de apropriação indevida de verbas da cota parlamentar por meio de servidores comissionados. Parte dos valores teria sido direcionada a empresas privadas, entre elas Harue Locação de Veículos Ltda. ME e Amazon Serviços e Construções Ltda.

No cumprimento dos mandados, agentes apreenderam celulares e outros dispositivos que serão periciados. A investigação prossegue para verificar eventual prática de crimes contra a administração pública.

Defesa e alegação de perseguição

Sóstenes reiterou inocência e declarou ser vítima de “perseguição política”. Ele também criticou o governo federal e citou o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conhecido como Lulinha, afirmando que não teria “o mesmo grau de transparência” para justificar patrimônio.

A defesa do parlamentar sustenta que não houve irregularidade na movimentação dos recursos e que todos os bens estão declarados junto aos órgãos competentes. Já a Polícia Federal mantém a análise do material para confirmar ou descartar desvios de recursos públicos.

Com informações de Gazeta do Povo

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