O Sol atravessa este domingo, 22 de fevereiro de 2026, com a superfície totalmente limpa. Caso não surja nenhuma região ativa até 0h de segunda-feira no Horário Universal Coordenado (UTC) – 21h em Brasília –, será confirmado o primeiro dia sem manchas solares em quatro anos.
De acordo com medições divulgadas hoje, o número de manchas solares é zero. O registro foi destacado pelo astrônomo amador Jure Atanackov em publicação nas redes sociais, que mostra o disco solar completamente branco.
O que são manchas solares?
Essas áreas escuras aparecem quando campos magnéticos muito fortes impedem parte do calor proveniente do interior da estrela de atingir a superfície. Enquanto a fotosfera atinge cerca de 5.500 °C, as manchas ficam entre 3.500 °C e 4.500 °C, criando o contraste visível em observações por telescópios apropriados.
Quando a energia magnética acumulada nesses pontos se liberta, ocorrem erupções solares capazes de lançar nuvens de partículas carregadas em direção ao espaço. Ao alcançar a Terra, esse material pode interferir em satélites, GPS, redes elétricas e também produzir auroras nos polos.
Indicador da atividade solar
O total de manchas serve como termômetro da atividade solar. Muitos pontos indicam fase agitada, com maior probabilidade de erupções; a ausência sinaliza calmaria. O número de manchas varia em ciclos médios de 11 anos, alternando entre Máximo e Mínimo Solar.
No último mínimo, de 2018 a 2020, o Sol acumulou mais de 700 dias limpo. Apesar do registro deste domingo, especialistas do portal Spaceweather.com afirmam que ainda faltam alguns anos para um novo período de baixa sustentada. O evento atual reforça a avaliação de que o Ciclo Solar 25 caminha para o encerramento. A expectativa é que novas manchas voltem a ser observadas já na segunda-feira, 23 de fevereiro, mas intervalos tranquilos como o de hoje tendem a ficar mais frequentes nos próximos anos.
Com informações de Olhar Digital

