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Sistema Cantareira volta a operar com menos de 20% da capacidade e intensifica risco de desabastecimento em SP

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São Paulo (SP) – O Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de cerca de metade da Região Metropolitana de São Paulo, registrou 19,5% de volume útil neste domingo (11/1), voltando a ficar abaixo da marca de 20% e permanecendo enquadrado na Faixa 4 – Restrição definida pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e pela SP Águas.

Monitoramento permanente

A SP Águas, agência do governo paulista, acompanha os mananciais 24 horas por dia e, em parceria com a ANA, avalia mensalmente a faixa de operação do Cantareira. A próxima revisão está marcada para 31 de janeiro. Caso o sistema atinja a Faixa 5 – Especial, podem ser determinadas novas reduções na vazão captada para preservar os reservatórios.

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Modelo integrado

Desde outubro do ano passado, o estado adota um modelo de gestão que considera o Sistema Integrado Metropolitano (SIM), composto por sete reservatórios interligados. As restrições só entram em vigor após sete dias consecutivos em uma mesma faixa, e são flexibilizadas depois de 14 dias seguidos em nível menos severo.

Neste domingo (10/1), o SIM operava com 27,5% da capacidade total, enquadrado na Faixa 3, o que impõe a Gestão de Demanda Noturna (GDN) de 10 horas — redução da pressão na rede entre 19h e 5h — e campanhas de conscientização.

Regras do Cantareira

O Cantareira possui regulação própria desde 2017, com cinco faixas operacionais:

  • Faixa 1 – Normal: volume igual ou superior a 60%;
  • Faixa 2 – Atenção;
  • Faixa 3 – Alerta;
  • Faixa 4 – Restrição;
  • Faixa 5 – Especial: abaixo de 20%, com limites mais rígidos de retirada de água.

Cada faixa estabelece tetos de captação progressivamente menores, definidos mensalmente pelos órgãos gestores.

Entrada de água abaixo do normal

Mesmo em plena estação chuvosa, o Cantareira recebeu apenas 14,53 m³/s de afluência natural nos primeiros sete dias do ano, praticamente um quinto da média histórica de janeiro (67,3 m³/s). Foi a pior primeira semana desde 2015, quando o sistema registrou 13,49 m³/s, no auge da crise hídrica.

Entre 1º e 7 de janeiro de 2014, ano que antecedeu a escassez de abastecimento na década passada, a entrada foi de 17,56 m³/s, mas o reservatório ainda operava com 26,4% da capacidade — nível superior ao atual.

Queda constante desde outubro

O ano hidrológico iniciou-se em outubro, período esperado para recomposição dos mananciais. Naquele mês, o Cantareira acumulava 26,8% de volume útil; em 7 de novembro, havia caído a 23,5%. A redução persistiu até alcançar os 19,5% atuais, reforçando o alerta para o abastecimento de aproximadamente 7,3 milhões de pessoas atendidas diariamente pelo sistema.

Com informações de Metrópoles

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