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Serra da Canastra consolida-se como polo de ecoturismo em Minas Gerais

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A Serra da Canastra, em Minas Gerais, tornou-se um dos destinos mais procurados do país por viajantes que buscam natureza preservada, cachoeiras de grande porte e o reconhecido queijo artesanal da região. O território do parque nacional ultrapassa 200 mil hectares e abrange municípios como São Roque de Minas, Vargem Bonita, Delfinópolis, Sacramento, São João Batista da Glória e Capitólio.

Clima de montanha define a melhor época para visitas

Com clima tropical de altitude, a Canastra apresenta duas estações bem distintas. Entre maio e setembro, durante a estação seca, os termômetros variam de 20 °C a 26 °C em dias ensolarados, enquanto as noites registram frio intenso nas áreas mais altas. Nesse período, trilhas, cachoeiras e observação de animais contam com acesso facilitado.

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De outubro a março, as chuvas são frequentes, principalmente no fim do dia. As temperaturas sobem para 25 °C a 30 °C, deixando a vegetação mais verde e as quedas d’água, como a Casca D’Anta — que alcança 186 m de altura — ainda mais volumosas. Estradas de terra, porém, podem exigir planejamento extra.

Bioma Cerrado: fauna e flora emblemáticas

Inserida no Cerrado, a Serra da Canastra é marcada por chapadões, campos rupestres e vales profundos. O ambiente abriga espécies como lobo-guará, tamanduá-bandeira, veado-campeiro e onça-parda, além de grande diversidade de aves. Na vegetação, gramíneas nativas e arbustos retorcidos dividem espaço com plantas medicinais e espécies endêmicas adaptadas ao solo pedregoso.

Panorama econômico e turístico

Dados do Censo 2022 indicam que São Roque de Minas tem 7.129 habitantes, enquanto Medeiros conta com 3.900 moradores, números que ajudam a dimensionar a infraestrutura local. Para quem visita a região, os custos médios incluem:

Serra da Canastra consolida-se como polo de ecoturismo em Minas Gerais - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

  • Pousada simples: R$ 120 a R$ 250 por noite;
  • Pousada char­mosa: R$ 300 a R$ 600 por noite, geralmente com café da manhã regional;
  • Entrada em trilhas ou cachoeiras: R$ 20 a R$ 50, dependendo do acesso;
  • Refeição típica: R$ 30 a R$ 80, com destaque para o queijo artesanal e o feijão-tropeiro.

Especialistas em turismo sustentado apontam a Canastra como um dos destinos brasileiros em ascensão para 2026, impulsionada por novas rotas de ecoturismo, atividades como canoagem e escalada e experiências gastronômicas centradas no premiado queijo mineiro.

A combinação de paisagens intactas, rica biodiversidade e cultura alimentar própria faz da Serra da Canastra um convite permanente para quem busca contato direto com a natureza.

Com informações de Olhar Digital

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