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Reunião fechada do STF vaza e ministros desconfiam de gravação clandestina

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Frases atribuídas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) durante encontro reservado, realizado na quinta-feira (12), vieram a público nesta sexta-feira (13/02/2026). As declarações, divulgadas pelo site Poder360 com alto grau de detalhamento, provocaram suspeitas de que a conversa tenha sido gravada sem consentimento dos participantes.

No centro da discussão estava a permanência do ministro Dias Toffoli na relatoria do inquérito que investiga o Banco Master. Segundo relatos, o placar interno apontava oito votos a favor e dois contra a manutenção de Toffoli, mas ele aceitou abrir mão do caso após a proposta do ministro Flávio Dino de divulgar nota de apoio unânime em sua defesa. O processo foi redistribuído por sorteio ao ministro André Mendonça.

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Falas atribuídas aos ministros

Entre os trechos reproduzidos, o ministro Gilmar Mendes teria afirmado que a Polícia Federal quis “revidar” decisões de Toffoli no caso Master. Já Cármen Lúcia teria comentado que “todo taxista” com quem conversa critica o Supremo, defendendo cautela “pela institucionalidade”.

Luiz Fux teria declarado que Toffoli “tem fé pública” e confirmou voto favorável ao colega, enquanto Flávio Dino classificou as cerca de 200 páginas de provas da PF como “lixo jurídico”. A maior parte das intervenções registradas mostrou apoio ao então relator.

Negativa de Toffoli e desconfiança interna

Procurado pela coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, Dias Toffoli negou ter feito qualquer gravação ou repassado conteúdo da reunião. Ele sugeriu a possibilidade de o áudio ter sido captado por um funcionário da área de informática do tribunal.

Integrantes da Corte, porém, enxergaram quebra de confiança e passaram a discutir eventuais medidas de segurança. A assessoria de comunicação do STF foi acionada pela reportagem, mas ainda não se pronunciou.

A solução articulada por Dino evitou que o impasse fosse levado ao plenário nesta sexta-feira (13), conforme previsão inicial. Com a redistribuição, a investigação sobre o Banco Master segue agora sob relatoria de André Mendonça.

Com informações de Gazeta do Povo

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