O governo do Reino Unido iniciou nesta segunda-feira, 2 de março de 2026, uma consulta pública de três meses para avaliar a possibilidade de proibir o acesso a redes sociais por crianças e adolescentes com menos de 16 anos.
O processo pretende ouvir pais, especialistas em saúde, entidades de proteção infantil e os próprios jovens a respeito do impacto dessas plataformas no sono e na saúde mental. Dependendo do resultado, novas leis poderão ser elaboradas para restringir o uso desses serviços.
Medidas em análise
Entre as opções discutidas estão:
- Bloqueio total para menores de 16 anos;
- Toques de recolher noturnos;
- Limitação do uso de chatbots de inteligência artificial.
A iniciativa segue movimentos internacionais: a Austrália adotou regra semelhante em 2025, e outros países europeus estudam adotar medidas de restrição.
Testes práticos
Enquanto a consulta ocorre, o Departamento de Ciência, Inovação e Tecnologia conduz estudos de campo com centenas de adolescentes. Um dos principais acompanha 150 jovens de 13 a 15 anos sob três cenários distintos: bloqueio integral das redes, limite diário de uma hora ou desligamento obrigatório durante a noite. Os pesquisadores avaliam reflexos no sono, no humor e na prática de atividades físicas.
Funções viciantes na mira
O governo também considera vetar recursos como rolagem infinita e reprodução automática para menores, além de restringir o contato irrestrito com assistentes de IA, como o ChatGPT. Para garantir o cumprimento das regras, está prevista uma verificação de idade mais rigorosa.
Preocupações de entidades infantis
Organizações de defesa da infância, entre elas NSPCC e Childnet, temem que uma proibição completa empurre jovens para ambientes ainda menos seguros na internet. A Molly Rose Foundation defende o reforço das normas de segurança já existentes como alternativa ao banimento.
A consulta pública termina em 26 de maio de 2026. A resposta oficial do governo deverá ser divulgada entre junho e setembro, durante o verão europeu.
Com informações de Olhar Digital

