O auditor fiscal da Receita Federal Ricardo Mansano de Moraes perdeu o cargo de chefia que ocupava no Fisco após se tornar alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) por suposto acesso irregular a informações fiscais da enteada do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.
A dispensa foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (19/2). Mansano exercia a função de substituto eventual do chefe da equipe de gestão do crédito tributário e do direito creditório na Delegacia da Receita Federal em Presidente Prudente (SP), posto que lhe rendia salário de R$ 38.261,86 — valor que chegou a R$ 51 mil em dezembro de 2025.
Em depoimento preliminar à PF, o auditor alegou que o acesso aos dados da familiar do ministro ocorreu “por infelicidade”, sem intenção de violar sigilo. Mesmo assim, ele é investigado em inquérito que apura consultas ilegais a informações fiscais de ministros do STF e de seus parentes, sem autorização ou justificativa funcional.
Medidas judiciais
Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, Mansano foi alvo de mandado de busca e apreensão, teve os sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados e foi afastado de todas as funções públicas. Ele também está proibido de deixar a cidade onde reside, deve cumprir recolhimento domiciliar noturno e aos fins de semana e teve o passaporte apreendido.
Outros investigados
Além de Mansano, a PF apura a conduta de mais três servidores da Receita: Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento e Ruth Machado dos Santos. Os salários deles variam entre R$ 11 mil e R$ 12 mil. Mansano, servidor público desde 27 de novembro de 1995, é o que possui a maior remuneração entre os investigados.
Com informações de Metrópoles

