A Quarta-feira de Cinzas (14/2) transformou o terreirão do Sambódromo do Anhembi, na zona norte de São Paulo, em canteiro de obras. Operários de diversas agremiações começaram a retirar enfeites, esculturas e componentes eletrônicos dos carros alegóricos que desfilaram no fim de semana.
Carros das campeãs aguardam novo desfile
As alegorias das cinco primeiras colocadas permanecem intactas até sábado (21/2), quando retornam à avenida no Desfile das Campeãs. Para as demais escolas, o trabalho de desmontagem precisa avançar rapidamente, a fim de viabilizar limpeza, armazenamento e reaproveitamento de materiais para o Carnaval do próximo ano.
Rebaixamento amplia clima de melancolia
Entre os primeiros carros a serem baixados do caminhão munck estavam os da Águia de Ouro, última colocada e rebaixada para o Grupo de Acesso. “A escola caiu, mas faz parte: há ganhos e perdas. Cumprimos nossa missão e hoje desmontamos. É triste não alcançar o que queríamos”, relatou o pintor Miller dos Santos Lira, que desembarcou em São Paulo em outubro e agora retorna a Parintins (AM), onde trabalhará no Festival Folclórico.
O mesmo sentimento foi expresso por Cecília do Nascimento, responsável pelas alegorias da Rosas de Ouro, também rebaixada. “É um ano inteiro de trabalho que vai ao chão. É triste, independentemente de ganhar ou perder”, lamentou.
Prioridade: retirar parte elétrica
Equipes concentram esforços na remoção de refletores, painéis de LED e fiações, itens sensíveis à chuva e ao sol. A desmontagem precoce preserva equipamentos que voltam a ser usados em 2025.
Prazo de retirada estipulado pela Liga-SP
O artigo 46 do regulamento do Grupo Especial determina que cada escola tem até dez dias após o Desfile das Campeãs para retirar seus carros do polo cultural do Anhembi. A saída pode ocorrer antes, caso o IV Comando Aéreo Regional solicite, já que o terreno fica ao lado do Campo de Marte. O calendário busca evitar acúmulo de água, lixo e possíveis focos do mosquito Aedes aegypti.
Com informações de Metrópoles

