O Partido dos Trabalhadores (PT) prepara um manifesto que propõe manifestações em todo o país em 8 de janeiro de 2026, data que marcará três anos dos atos que depredaram a Praça dos Três Poderes, em Brasília. No documento, a sigla afirma que as mobilizações são “parte essencial da memória coletiva e da pedagogia democrática” para evitar novas ameaças da “extrema direita”.
O texto, antecipado nesta segunda-feira (8) pelo portal Poder360, declara que uma eventual reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026 significaria que “o Brasil escolheu a democracia, a justiça social e o futuro”. Ainda segundo o partido, setores da direita mantêm “poder de mobilização” que sustenta “um núcleo fascista” influente na política nacional.
Congresso do PT em abril
O manifesto destaca que o Congresso Nacional do PT, marcado para abril de 2026, será o “marco político-organizativo” do ciclo eleitoral. Na ocasião, os petistas pretendem discutir a conjuntura, atualizar o estatuto, definir a tática eleitoral e aprovar o programa partidário.
Contexto eleitoral
A defesa das manifestações ocorre dias após o anúncio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República em 2026, com aval do ex-presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar iniciou conversas com outras legendas de direita para formar alianças. Ainda não há definição sobre o vice, mas nas redes sociais ganhou força a indicação de Paulo Guedes para comandar a economia em caso de vitória de Flávio.
Imagem: Juca Varella
Julgamentos no STF
Enquanto o PT planeja os atos, o Supremo Tribunal Federal continua a analisar os núcleos apresentados pela Procuradoria-Geral da República em processos sobre tentativa de golpe de Estado. A Corte já condenou Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão pelos danos provocados em 8 de janeiro de 2023, além de decretar sua inelegibilidade até 2060. Embora o ex-presidente estivesse fora do país naquele dia, o ministro Alexandre de Moraes considerou que ele incitou as manifestações, entendimento acompanhado por Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
Com informações de Gazeta do Povo

