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Presidente do PT diz que partido enfrenta “momento difícil” e pede reação contra Flávio Bolsonaro

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O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, reconheceu nesta sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026, que a sigla encontra dificuldades para dialogar com a população e defendeu uma atuação mais incisiva contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como principal pré-candidato da oposição ao Palácio do Planalto.

A declaração ocorreu durante reunião com integrantes da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), ala majoritária do PT, realizada um dia depois da divulgação de pesquisa Atlas/Bloomberg que mostrou empate técnico entre Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um possível segundo turno.

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Segundo Edinho, aliados do senador lançaram uma estratégia jurídica e de redes sociais “inédita para o partido”, com o objetivo de tornar o adversário “mais palatável” ao eleitorado. “A campanha das redes é a campanha do ‘Meu amigo Flávio’. Se ficarmos inertes, ele será o amigo Flávio”, afirmou.

O dirigente classificou o parlamentar como “a essência do pensamento fascista ultraconservador brasileiro” e insistiu na necessidade de enfrentar publicamente essa narrativa. “Se não falarmos isso ao povo brasileiro, ele será, de fato, o amigo Flávio, o candidato palatável, sem conteúdo e fruto de uma estratégia de marketing”, disse.

Edinho admitiu que o PT vive um “momento de acirramento” e enfrenta “imensa dificuldade” para se comunicar com a sociedade. Ainda assim, avaliou que há condições políticas para a reeleição de Lula, desde que a legenda intensifique a mobilização. “Precisamos ir para a ofensiva. Temos que ativar nossa militância em cada estado”, declarou.

O presidente do PT também advertiu que a oposição conta com uma “estrutura profissionalizada” nas redes, mas ponderou: “Nenhum robô debate mais que um militante estimulado. Nenhum robô debate mais que um militante convencido”.

Com a eleição de 2026 tratada como prioridade interna, o partido trabalha para fortalecer palanques estaduais e garantir base de apoio ao atual chefe do Executivo federal.

Com informações de Gazeta do Povo

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