A Terra completa uma volta em torno do próprio eixo a cada 24 horas, o que representa uma velocidade superior a 1.600 quilômetros por hora na linha do Equador. Ainda assim, essa rotação passa despercebida para quem está na superfície. Físicos explicam que a ausência de sensação está ligada ao movimento uniforme do planeta, à ação da gravidade e às limitações do sistema vestibular humano.
Movimento constante e inércia
Segundo estudo citado pela plataforma EarthSky, o ponto central é que a Terra gira sem variações bruscas de ritmo. Quando um corpo se desloca a velocidade constante, não há aceleração que o ouvido interno possa detectar. O princípio é o mesmo de um avião em altitude de cruzeiro: se não houver turbulência, passageiros caminham pelo corredor sem notar que avançam a cerca de 1.000 km/h.
Gravidade anula a força centrífuga
A gravidade mantém tudo preso ao solo, compensando a força centrífuga que tenderia a lançar objetos para fora do planeta. Esse equilíbrio garante peso constante durante o dia e a noite, impedindo qualquer sensação de “empuxo” para longe da superfície.
Atmosfera sincronizada
Além de rochas, oceanos e seres vivos, a atmosfera também se move junto com a crosta terrestre. Por isso não há vento de 1.600 km/h batendo no rosto das pessoas; ar e solo compartilham o mesmo momento linear dentro de um sistema praticamente fechado.
Limites do ouvido interno
Os canais semicirculares do ouvido contêm fluidos que se deslocam apenas quando há mudança de direção ou de velocidade. Como a rotação da Terra é estável há bilhões de anos, o cérebro não recebe sinal algum de movimento — característica fundamental para o equilíbrio durante atividades diárias.
Consequências de uma freada súbita
Cientistas alertam que qualquer variação abrupta na velocidade de rotação provocaria efeitos imediatos: náusea generalizada, perturbações nos oceanos e alterações atmosféricas severas. O cenário reforça a ideia de que a aparente imobilidade do planeta resulta de um sistema extremamente estável.
A única pista visível de que a Terra está em rotação é o deslocamento aparente das estrelas ao longo da noite — fenômeno percebido desde as primeiras civilizações, mas que não produz sensação física direta nos observadores.
Com informações de Olhar Digital

