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PMs investigados por agressão são acusados de assediar adolescente de 16 anos no interior de SP

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Dois policiais militares do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), já investigados por agredir um homem algemado, agora são suspeitos de assediar uma adolescente de 16 anos durante a mesma abordagem, realizada em 17 de dezembro de 2023, em Cândido Mota, interior de São Paulo.

Identificados no boletim de ocorrência como Eduardo Jamarino Serraglio e Renan Pereira Rodrigues, os agentes aparecem em vídeo golpeando Gustavo Sabino de Oliveira Silva, 24 anos, enquanto exigem a senha do celular do jovem sem apresentar mandado judicial.

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Relatos de assédio

Segundo testemunhas, a ação começou em um bar na rua dos Apóstolos. Após a fuga de Gustavo e a perseguição que terminou em uma casa próxima, outros policiais do mesmo batalhão permaneceram no estabelecimento com a adolescente, sem a presença de policiais femininas.

Relatos à reportagem indicam que os agentes ordenaram que a jovem tirasse a roupa dentro do banheiro para verificar se portava drogas. Diante da recusa, um cão farejador foi utilizado para inspecionar suas partes íntimas; os policiais ainda a obrigaram a abrir a calça e mostrar os seios. Durante todo o tempo, a adolescente teria sido cercada, chamada de “biscate” e “vagabunda”, e nada ilícito foi encontrado.

Quando a mãe da menor chegou ao local, os agentes teriam impedido que as duas se encontrassem. No encerramento da abordagem, Serraglio e Rodrigues, os mesmos policiais filmados agredindo Gustavo, também xingaram a garota. Testemunhas afirmam que Gustavo, que é negro, foi chamado de “macaco”.

Prisão do jovem e contestação da defesa

Conforme o boletim de ocorrência, a PM havia recebido denúncia de tráfico no bar. Gustavo teria fugido, descartado invólucros de cocaína pelo caminho e sido detido com mais porções da droga e R$ 80. Na delegacia, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), ele confessou o comércio de entorpecentes. A Justiça converteu o flagrante em prisão preventiva, e o jovem segue preso no Centro de Detenção Provisória de Caiuá, a cerca de 200 km de Cândido Mota.

O advogado Ruy Ferraz informou que apresentará pedido de habeas corpus. A defesa sustenta que as drogas foram plantadas para justificar a prisão e encobrir as agressões registradas em vídeo.

Investigações em andamento

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública declarou que a Polícia Militar abriu investigação interna para apurar todos os fatos, inclusive o suposto assédio à adolescente, e ressaltou que “não compactua com excessos”. A Delegacia de Cândido Mota conduz inquérito paralelo.

As apurações seguem sem prazo divulgado para conclusão.

Com informações de Metrópoles

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