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Planalto reage a queda na aprovação e confusão sobre alta de imposto de eletrônicos

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Brasília — A mais recente pesquisa Quaest, divulgada neste mês, apontou 49% de desaprovação e 45% de aprovação ao governo Luiz Inácio Lula da Silva. O dado reforçou o clima de alerta no Palácio do Planalto, que agora convive com sucessivos atritos internos e pressão política.

Índices em declínio

O levantamento mostrou que a aprovação oscilou de 47% em janeiro para 45% em fevereiro, enquanto a desaprovação permaneceu em 49%. A estabilidade num patamar dividido aumentou a cobrança por respostas rápidas do governo.

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Imposto de importação sobre eletrônicos

A crise mais recente envolve a elevação da alíquota de importação de aparelhos eletrônicos, definida em norma do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) elaborada em conjunto com a Fazenda. A medida veio a público na semana passada e, na terça-feira, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou vídeo nas redes sociais acusando o Executivo de “aumentar impostos”.

Ministros relataram ter descoberto a decisão pela imprensa ou pela oposição e passaram a procurar o responsável interno. Integrantes do núcleo político sugeriram revogar a regra para conter o desgaste, mas o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, argumentou que o impacto sobre preços seria mínimo e que o objetivo é regulatório. Por ora, a revogação foi descartada, embora auxiliares do presidente sigam monitorando a repercussão.

Hidrovias da Amazônia fora da desestatização

No início da semana, o governo anulou decreto que incluía os rios Tapajós, Madeira e Tocantins no Programa Nacional de Desestatização. A decisão ocorreu após protestos de povos indígenas, que ocuparam instalações da Cargill em Santarém (PA) contra a dragagem e a possível privatização do Tapajós. O recuo também dividiu a Esplanada: Guilherme Boulos (PSOL-SP) defendeu a revogação, enquanto ministros do centrão eram favoráveis ao estudo de concessão. Lula acabou aderindo ao argumento do deputado do PSOL, temendo nova onda de manifestações semelhante às de 2013.

Debate sobre PL Antifacção

A aprovação do PL Antifacção, com alterações em relação ao texto negociado no Senado, contrariou parte do governo e do PT. Mesmo insatisfeito, o Planalto preferiu apresentar o resultado como vitória, para não aparecer contra uma proposta voltada ao combate ao crime organizado. A orientação do ministro Sidônio Palmeira prevaleceu, e correções futuras são cogitadas.

Próximo foco: fim da escala 6×1

Com desgaste acumulado no Carnaval e ruídos com o eleitorado evangélico, o governo aposta no projeto que extingue a escala de trabalho 6×1 como oportunidade para recuperar popularidade. Há, contudo, disputa com o deputado André Motta sobre a autoria da proposta. Enquanto isso, a Câmara instalou a PEC sobre o tema e designou Paulo Azi (União-BA) como relator.

Em meio às tensões, Lula reuniu ministros em março para alinhar estratégias e tentar recolocar a agenda econômica e social no centro do debate público.

Com informações de G1

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