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PGE avaliza criação do partido Missão, ligado ao MBL

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A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) manifestou-se favoravelmente, na terça-feira, 23 de setembro de 2025, ao registro do partido Missão, sigla patrocinada pelo Movimento Brasil Livre (MBL). O pedido tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob relatoria do ministro André Mendonça.

No parecer, o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Barbosa, concluiu que o grupo atendeu a todos os requisitos legais. Entre eles estão as 577 mil assinaturas de eleitores necessárias à criação de uma nova legenda. A PGE também sugeriu que o Missão utilize o número 14, antigo identificador do extinto PTB.

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Ressalvas e prazo para ajustes

Apesar do aval, o Ministério Público Eleitoral apontou duas questões que precisam de adequações no estatuto: a possibilidade de diretórios estaduais renunciarem, sem justificativa, à parte que lhes cabe do Fundo Partidário em favor da direção nacional, e a falta de regras detalhadas sobre prevenção e combate à violência política contra a mulher, conforme o artigo 15, inciso X, da Lei 9.096/1995.

Na quarta-feira, 24 de setembro, Mendonça concedeu dez dias para que a legenda apresente esclarecimentos ou alterações. Após esse prazo e eventuais ajustes, o processo será submetido ao plenário do TSE.

Distribuição do Fundo Partidário

O estatuto do Missão prevê a divisão de 50% dos recursos públicos para a esfera nacional e 25% para as direções estaduais, deixando os 25% restantes sem destinação definida. O relator considera necessário fechar essa lacuna. Para a PGE, regras mínimas de repasse garantem autonomia dos diretórios regionais e evitam interferências da cúpula nacional.

Exigências sobre proteção às mulheres

Mendonça lembrou que decisões anteriores do TSE exigem que os estatutos partidários contenham procedimentos específicos para prevenir, reprimir e combater a violência política de gênero. Atualmente, o documento do Missão traz apenas menção genérica ao tema, sem indicar estruturas de acolhimento, canais de denúncia ou ações educativas.

Repercussão entre os líderes do MBL

Renan Santos, indicado para presidir a nova sigla, afirmou nas redes sociais que o parecer “desmonta” críticas dirigidas ao projeto do movimento. O deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) celebrou o avanço da tramitação e disse que o grupo “segue fiel” ao objetivo de aprovar a legenda.

Com o posicionamento favorável da PGE e após a entrega das correções solicitadas, o Missão aguarda a inclusão do pedido na pauta do TSE para a decisão final.

Com informações de Gazeta do Povo

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