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PF aponta que ex-banqueiro do Banco Master gastou quase R$ 900 milhões em festas e viagens de luxo

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A Polícia Federal identificou que Daniel Vorcaro, ex-controlador do liquidado Banco Master, desembolsou aproximadamente R$ 892 milhões em viagens, festas e eventos privados entre 2021 e 2024. A informação consta de relatórios obtidos em e-mails de uma consultoria de turismo de alto padrão, apreendidos durante operações de busca e apreensão realizadas no ano passado.

Eventos milionários

Os documentos apontam dois gastos de maior destaque:

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  • Noivado em Roma – Cerimônia realizada em palácios históricos da capital italiana custou R$ 14,7 milhões.
  • Aniversário de 40 anos na Sicília – Festa orçada em R$ 200 milhões contou com apresentações particulares de Coldplay, Andrea Bocelli e Michael Bublé. Apenas o cachê da banda britânica foi estimado em US$ 11,4 milhões.

Como os gastos foram descobertos

E-mails trocados entre a empresa de viagens e o endereço eletrônico de Vorcaro traziam detalhes de reservas em hotéis cinco-estrelas, fretamento de jatinhos, locação de iates e cronogramas completos dos pagamentos. Todo o material foi anexado ao inquérito que apura possível uso de recursos do Banco Master para financiar o estilo de vida de seu então proprietário.

Situação jurídica

Na sexta-feira, 6 de março de 2026, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou a prisão preventiva de Vorcaro, que foi transferido para um presídio federal em Brasília. A investigação busca esclarecer se o patrimônio utilizado nos eventos veio de fraudes na instituição financeira e se autoridades públicas foram favorecidas.

Banco Master em liquidação

O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central após suspeitas de operações com títulos superavaliados e exposição a riscos incompatíveis com a solidez exigida ao sistema financeiro. Segundo a PF, o colapso ocorreu enquanto o então dono mantinha gastos incompatíveis com a situação do banco.

Relações e defesa

Conversas de WhatsApp obtidas pela polícia mostram Vorcaro relatando encontros com ministros e presidentes da República. A defesa do ex-banqueiro afirma que ele é inocente, nega fraudes e sustenta que não houve ilícitos na gestão da instituição.

Com informações de Gazeta do Povo

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