Uma equipe de cientistas apresentou um método para converter óleo de cozinha usado em plásticos sintéticos recicláveis com desempenho comparável — e, em alguns casos, superior — ao polietileno (PE), o polímero mais produzido no planeta. Os resultados foram descritos no Journal of the American Chemical Society.
Segundo os autores, o processo químico quebra os componentes do óleo residual, como ácidos graxos e glicerol, e os reorganiza em blocos que, ao serem polimerizados, originam sete novos poliésteres — identificados como P1 a P7. Esses materiais alcançaram resistência e flexibilidade equivalentes às do PE de baixa densidade, comum em sacolas plásticas, embalagens e tubulações.
Além da semelhança em performance, os novos polímeros se destacam pela reciclabilidade. Diferentemente do PE derivado de combustíveis fósseis, eles podem ser decompostos ou reprocessados sob condições brandas, permitindo reaproveitamento repetido e mistura com plásticos convencionais.
O estudo também descreve uma versão ramificada do material que atua como adesivo industrial. Em testes, a cola foi capaz de unir duas placas de aço inoxidável com força suficiente para puxar um automóvel sedã em uma ladeira, superando adesivos comerciais.
Imagem: New Africa
De acordo com os pesquisadores, o aproveitamento de bilhões de galões de óleo de cozinha descartado por ano pode reduzir a dependência de fontes fósseis e diminuir a quantidade de resíduos plásticos acumulados em aterros e oceanos.
Com informações de Olhar Digital

