Trabalhar ininterruptamente pode parecer sinal de produtividade, mas estudos recentes indicam o contrário: pequenos intervalos regulares mantêm o cérebro ativo, reduzem falhas e aceleram a execução de tarefas.
Fadiga de decisão compromete resultados
De acordo com as pesquisas, o córtex pré-frontal — área cerebral ligada à concentração e à tomada de decisões — perde eficiência após longos períodos de esforço contínuo. Esse desgaste, chamado de fadiga de decisão, provoca dificuldade para concluir tarefas simples e aumenta o risco de erros.
Quando o cansaço se instala, surge o chamado “presenteísmo”: o profissional permanece no local de trabalho, mas não consegue manter o rendimento. Como consequência, atividades que exigiriam dez minutos para serem concluídas por uma mente descansada podem levar até uma hora.
Quebra de ritmo ajuda na reorganização mental
Os pesquisadores observam que o cérebro não “desliga” durante as pausas; ele apenas muda de atividade, dedicando-se à reorganização das informações recém-adquiridas. Intervalos curtos e frequentes se mostram mais eficazes para restaurar a capacidade cognitiva do que uma única parada prolongada.
Entre os benefícios apontados estão a redução da sobrecarga visual, o estímulo à criatividade por meio de novas conexões neurais e a diminuição da tensão acumulada, fatores que contribuem para um ambiente de trabalho mais leve.
Técnicas simples para incorporar ao expediente
Especialistas citam o método Pomodoro — 25 minutos de foco seguidos de 5 minutos de descanso — como estratégia eficiente para preservar a produtividade. Microintervalos para beber água ou levantar da cadeira também ajudam a manter o ritmo sem exigir longos afastamentos.
As evidências sugerem que as pausas devem ser vistas como investimento na qualidade do trabalho e na saúde mental, e não como perda de tempo.
Com informações de Olhar Digital

