O economista e ex-governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, afirmou, em entrevista recente ao Programa do Bial, que o maior obstáculo hoje enfrentado pelo Brasil – e também pelo Tocantins – é de ordem política. Segundo ele, a solução passa por um equilíbrio efetivo entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, sustentado por diálogo permanente e propostas bem delineadas.
Hartung defendeu uma “balança” que evite a supremacia de um único poder e lembrou o governo Fernando Henrique Cardoso como exemplo de articulação, quando foi possível formar uma base sólida no Congresso Nacional e avançar com um programa de reformas.
Cenário de instabilidade no Tocantins
A avaliação do ex-governador ganha eco no Tocantins, onde a sucessão de crises políticas reforça a necessidade de estabilidade institucional. Em março, o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) foi afastado do cargo, levando o vice Laurez Moreira (PSD) a assumir o Palácio Araguaia de forma interina. O episódio se soma a outras cassações de chefes do Executivo estadual nos últimos anos, quadro que expõe a fragilidade do sistema político local.
Diante desse histórico, Hartung sublinhou a importância de eleitores conhecerem com clareza as diretrizes dos candidatos. No horizonte de 2026, despontam nomes com plataformas distintas: Laurez Moreira, que se apresenta como político “por vocação”; a senadora Dorinha Seabra Rezende (União Brasil), com forte ligação à educação; e o empresário Ataídes Oliveira, defensor de um Estado mais enxuto, menos burocrático e comprometido com o combate à corrupção, em linha com o perfil do governador mineiro Romeu Zema (Novo).
Imagem: Atitude Tocantins
Para Hartung, apenas um ambiente de diálogo transparente e propostas consistentes poderá resgatar a confiança da população nas instituições e permitir que o Tocantins avance em direção a uma governança mais previsível.
Com informações de Atitude TO

