O jornalista Paulo Figueiredo reforçou nesta sexta-feira (27.set.2025) a cobrança por uma anistia “ampla, geral e irrestrita” para os condenados pelos atos de 8 de Janeiro. Em publicações nas redes sociais, ele afirmou que apenas o perdão completo encerrará a crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos, iniciada após sanções impostas a autoridades brasileiras.
A manifestação foi uma resposta direta ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro. No dia anterior, Nogueira havia defendido “bom senso” e a unificação da direita visando às eleições de 2026, alertando que a divisão do campo conservador pode “entregar uma eleição ganha” e manter Bolsonaro preso por longo período.
Figueiredo ironizou parlamentares que buscam “saídas negociadas” com o Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, reduções de pena ou acordos no Congresso não resolveriam o impasse, ao contrário do perdão irrestrito — condição que, em sua avaliação, também pacificaria as relações com Washington.
Divisão interna na direita
O embate evidencia a disputa por protagonismo na oposição após a inelegibilidade de Bolsonaro. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) já declarou que pretende disputar a Presidência caso o pai permaneça impedido, movimento que ampliou o racha entre grupos bolsonaristas.
Na quinta-feira (25.set.2025), o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), reuniu-se nos Estados Unidos com Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo. A foto do encontro foi publicada nas redes sociais com a legenda “Todos pela anistia”.
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Centrão aposta em Tarcísio
Enquanto Figueiredo e aliados defendem confronto direto com o STF, lideranças do centrão procuram manter diálogo institucional. Preferido desse bloco, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é visto como nome viável para 2026. Ele deve se reunir com Jair Bolsonaro na próxima segunda-feira (29.set.2025), em Brasília, na residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar. O encontro foi autorizado pelo STF.
Nesta sexta (26.set.2025), Ciro Nogueira voltou às redes para reforçar seu apelo: “Ou nos unificamos ou vamos jogar fora uma eleição ganha outra vez”, escreveu, acrescentando que divergências internas não podem transformar conservadores em “cabos eleitorais de Lula, do PT e do PSOL”.
Com informações de Gazeta do Povo

