Fontes ligadas à oposição da Venezuela sustentam que a prisão do presidente Nicolás Maduro foi definida previamente em uma negociação. A informação foi divulgada neste sábado (3/1), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmar que forças norte-americanas capturaram Maduro em Caracas e o levaram para fora do país.
De acordo com a emissora britânica Sky News, oposicionistas acreditam que tanto Maduro quanto a primeira-dama, Cilia Flores, aceitaram um acordo de saída. A operação ocorreu durante um ataque norte-americano à capital venezuelana, parte da escalada militar iniciada no segundo semestre de 2024.
EUA x Venezuela
A tensão regional aumentou nos últimos meses depois que Washington anunciou ofensivas contra o território venezuelano sob o argumento de combater o tráfico internacional de drogas. O governo dos Estados Unidos acusa Maduro de liderar o Cartel de los Soles, classificado recentemente pelo Departamento de Estado como organização terrorista internacional.
Antes da captura, Maduro havia indicado disposição para dialogar com Trump. Em entrevista publicada na quinta-feira (1º/1), o presidente venezuelano relatou uma conversa “agradável” com o líder norte-americano no fim de novembro de 2024, mas disse que os desdobramentos posteriores foram negativos.
Desde então, o governo dos Estados Unidos intensificou a retórica e as ações militares na América Latina e no Caribe. A Operação Lança do Sul reúne fuzileiros navais, navios de guerra, o porta-aviões USS Gerald R. Ford, um submarino nuclear e caças F-35. Mais de 20 embarcações foram bombardeadas em águas caribenhas e do Pacífico, segundo autoridades norte-americanas.
Imagem: Internet
O ataque a Caracas ocorreu dois dias depois de Maduro declarar que precisaria de uma conversa “séria, com fatos em mãos” com o presidente dos Estados Unidos. Segundo o líder venezuelano, Washington tinha conhecimento dessa disposição para o diálogo.
Com informações de Metrópoles

