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Oposição reage à ausência de reunião presencial entre Lula e Trump e aponta possíveis desdobramentos

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A recusa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em permanecer nos Estados Unidos para uma conversa presencial com Donald Trump, após a abertura da Assembleia-Geral da ONU, gerou uma onda de críticas na oposição. Parlamentares do PL acusam o chefe do Executivo de evitar um possível confronto na Casa Branca e afirmam que o contato deve se restringir a um telefonema ou videoconferência.

Cenários projetados pela oposição

Nos bastidores, deputados aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) trabalham com três hipóteses:

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1) Trump incluir temas como perseguição judicial a opositores, censura e violações de direitos humanos no Brasil, dando visibilidade internacional às denúncias de abuso de poder.
2) A pauta ficar limitada ao campo econômico, com foco nas tarifas impostas pelos Estados Unidos durante a gestão Trump, o que poderia fortalecer Lula internamente.
3) Lula adiar ou cancelar o encontro presencial, mantendo o discurso de que o país sofre pressões externas.

Declarações de líderes do PL

O deputado Filipe Barros (PL-PR), presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa, ironizou a situação durante participação no programa Arena Oeste, na quinta-feira (25): “Eu acredito que esse encontro não vai acontecer. O próprio Lula já disse que vai fazer só uma chamada ou reunião virtual”.

Para o líder da oposição na Câmara, deputado Zucco (PL-RS), a iniciativa de diálogo partiu de Trump e não tem viés eleitoral norte-americano. “Estratégia eleitoral é a do Lula, que já está com a cabeça em 2026”, afirmou.

Preocupação diplomática

Diplomatas brasileiros avaliam que um encontro direto é possível, mas requer cautela para evitar constrangimentos semelhantes aos vividos pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky em fevereiro, quando deixou a Casa Branca após desentendimento com Trump e o vice J.D Vance.

À CNN, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, confirmou que Lula e Trump conversaram sobre um encontro nos “próximos dias”, provavelmente por telefone ou vídeo devido à “agenda muito cheia” do presidente brasileiro.

Reações nos Estados Unidos

O senador republicano Shane Jett classificou como “covardia” a decisão de Lula de aceitar apenas uma ligação. Em vídeo publicado no X, o parlamentar disse que “o novo regime vem aí, 2026 está chegando”.

O ex-deputado Deltan Dallagnol, em entrevista ao programa Última Análise, lembrou que Zelensky e o sul-africano Cyril Ramaphosa enfrentaram “tortas de climão” em encontros públicos com Trump.

Críticas adicionais

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), destacou que a aproximação foi proposta por Trump: “É bom dizer que não foi o Lula que procurou o Trump. Foi o Trump que é muito educado”. Para ele, Lula “não tem condições de relações internacionais diplomáticas”.

Em nota no X, o PL chamou a iniciativa de Trump de “verdadeira liderança”, alegando que o ex-presidente norte-americano demonstrou respeito aos interesses brasileiros “apesar das divergências ideológicas”. O partido acusou Lula de “colocar todo o Brasil em maus lençóis por vaidade e imaturidade”.

Lula e Trump cumprimentaram-se rapidamente nos bastidores da ONU na terça-feira (24). Até o momento, não há data definida para um encontro presencial, e o governo brasileiro mantém a possibilidade de diálogo remoto.

Com informações de Gazeta do Povo

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