A corrida presidencial de 2026 já movimenta os bastidores políticos. Uma composição com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro desponta como principal aposta da oposição, com incentivo direto do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Cenário eleitoral
Tarcísio tem criticado a administração federal e declarou que, ao “trocar o CEO, o Brasil volta a funcionar”. Enquanto isso, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) descartou aceitar a posição de vice, mas reforçou a necessidade do apoio de Bolsonaro para a disputa.
No núcleo familiar do ex-presidente, Eduardo Bolsonaro tornou-se réu no Supremo Tribunal Federal e, no dia seguinte, viajou ao Bahrein para visitar um sheik. Já Flávio Bolsonaro repassou, no Rio de Janeiro, cheques obtidos por meio de “vaquinha” a famílias de policiais mortos.
COP 30 sob tensão ideológica
O presidente da COP 30 afirmou ser “superdifícil” alcançar consenso entre os países sobre pautas defendidas pela esquerda. Paralelamente, a Cúpula dos Povos, evento paralelo à conferência, recebeu críticas por se tornar palco de ativismo ideológico.
Judiciário e segurança pública
O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou a devolução de equipamentos a um hacker por falta de indícios que justificassem a apreensão. Já o chamado caso Tagliaferro passou a ser visto como um alerta que poderia inibir delações dentro da elite estatal.
No Congresso, tramitam projetos que preveem punições mais duras para pichação e a criação de um registro anual de presos, medida voltada ao combate ao crime organizado. Parlamentares também discutem o uso de comboios policiais sem placa em eventos privados.
Imagem: Douglas Gomes
Investigações sobre fraudes e entorno presidencial
A Polícia Federal apura supostas fraudes em descontos aplicados a aposentados do INSS. A entidade Conafer aparece como uma das maiores arrecadadoras desses valores. Outra investigação mira a ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e um ex-sócio de seu filho Fábio Luís, o Lulinha.
Título honorífico para Dilma
A Universidade de Brasília (UnB) aprovou a concessão do título de doutora honoris causa à ex-presidente Dilma Rousseff.
As movimentações partidárias, as discussões ambientais e os inquéritos em curso indicam que o ambiente político segue polarizado a pouco menos de um ano do início oficial da campanha para 2026.
Com informações de Gazeta do Povo

