A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) reiterou, nesta segunda-feira (9), a solicitação para que seja arquivado o inquérito n.º 4.781 do Supremo Tribunal Federal (STF), conhecido como inquérito das fake news. O pedido foi apresentado durante encontro com o presidente da Corte, ministro Edson Fachin.
No mesmo compromisso, a entidade cobrou apuração minuciosa sobre possíveis irregularidades envolvendo autoridades citadas na Operação Compliance Zero — investigação que resultou na prisão do banqueiro Daniel Vorcaro.
Supostas ligações com o banco
A operação trouxe à tona indícios de relações consideradas inadequadas entre integrantes do STF e o conglomerado financeiro Master. Entre os pontos levantados, está um contrato de R$ 129 milhões firmado pela advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, para prestação de serviços ao grupo. Já o ministro Dias Toffoli teria participação em uma empresa que possuía cotas de um resort no interior do Paraná negociadas com um fundo de investimentos ligado ao banco e ao cunhado de Vorcaro, o pastor e empresário Fabiano Zettel.
Manifestação anterior da OAB
Em fevereiro, a OAB divulgou documento assinado pela diretoria nacional e pelos presidentes das seccionais estaduais no qual expressou “extrema preocupação institucional” com investigações prolongadas, citando especificamente o inquérito das fake news. Na ocasião, a entidade defendeu revisão do procedimento, argumentando que ele foi instaurado em contexto excepcional e, por isso, requer cautela redobrada quanto à sua continuidade.
O inquérito das fake news está em curso desde 2019 e apura a divulgação de supostas notícias falsas e ameaças dirigidas a ministros do STF.
Com informações de Gazeta do Povo

