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Possível formação de novo El Niño em 2026 pode impulsionar recordes de calor global

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A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) estima entre 50% e 60% a probabilidade de um novo episódio de El Niño se estabelecer entre julho e setembro de 2026. Caso o fenômeno se confirme, especialistas preveem aumento das temperaturas globais já no fim de 2026, com impactos potencialmente mais fortes ao longo de 2027.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) anunciará na próxima terça-feira uma atualização oficial sobre as condições do Pacífico tropical. O El Niño é parte do padrão climático El Niño–Oscilação Sul (ENSO) e surge quando os ventos alísios que sopram de leste para oeste enfraquecem, permitindo o aquecimento anormal das águas no centro-leste do oceano. Esse aquecimento altera regimes de chuva e circulação atmosférica em diversas regiões do planeta.

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Impacto nas temperaturas globais

De acordo com a meteorologista Nat Johnson, da NOAA, um episódio típico pode elevar temporariamente a temperatura média global entre 0,1 °C e 0,2 °C. O intervalo entre eventos varia de dois a sete anos. O último El Niño ocorreu de 2023 a 2024, período que ajudou a tornar 2023 o segundo ano mais quente já registrado e 2024 o mais quente da série histórica.

Carlo Buontempo, diretor do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus da União Europeia, afirmou em janeiro que 2026 poderá estabelecer novo recorde de calor se o El Niño surgir neste ano. Já Tido Semmler, do Serviço Meteorológico Nacional da Irlanda, avalia que o pico do aquecimento tende a ocorrer em 2027, porque a atmosfera leva meses para responder plenamente ao aquecimento oceânico. Semmler ressalta ainda que, mesmo sem El Niño, a tendência de aquecimento global pode tornar 2026 o ano mais quente já medido.

Oposição climática: La Niña

A fase oposta do ciclo ENSO é a La Niña, associada ao resfriamento do Pacífico oriental. O episódio mais recente, considerado fraco e de curta duração, iniciou-se em dezembro de 2024 e deve entrar em fase neutra entre fevereiro e abril de 2025. Enquanto o El Niño costuma provocar estiagem no sudeste da Ásia, na Austrália, no sul da África e no norte do Brasil, além de chuvas intensas no Chifre da África, no sul dos Estados Unidos, no Peru e no Equador, a La Niña tende a produzir efeitos contrários.

Apesar da presença da La Niña, 2025 encerrou-se como o terceiro ano mais quente já registrado, reforçando a influência do aquecimento global sobre as temperaturas médias do planeta.

Novo índice de monitoramento

Em fevereiro, a NOAA adotou o Relative Oceanic Niño Index (RONI) para acompanhar o ENSO. O novo indicador analisa a temperatura do Pacífico centro-leste em relação a outras áreas tropicais, substituindo o antigo Oceanic Niño Index (ONI), que comparava os dados apenas com a média histórica de 30 anos. Segundo a agência, o RONI fornece uma visão mais clara e atualizada sobre o desenvolvimento de El Niño e La Niña.

Se confirmado, o novo El Niño poderá redefinir recordes de calor e influenciar padrões climáticos mundiais nos próximos anos.

Com informações de Olhar Digital

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