A NASA atualizou seus procedimentos internos e passará a autorizar que astronautas levem smartphones comuns para as viagens do programa Artemis. A medida inaugura uma nova etapa na exploração tripulada, permitindo que os integrantes das equipes façam registros pessoais com o mesmo tipo de aparelho utilizado diariamente na Terra.
Três etapas de validação
Segundo comunicado divulgado pela agência, a liberação foi possível depois de uma série de testes que comprovaram a resistência dos principais componentes eletrônicos à radiação em deslocamentos curtos entre a órbita terrestre e a superfície lunar. O cronograma inclui:
• Testes de radiação: verificação de chips e sensores contra partículas solares de alta energia;
• Camada extra de software: instalação de rotinas de segurança adicionais nos sistemas operacionais móveis;
• Uso na superfície: liberação total para fotos e vídeos durante atividades fora da nave.
Benefícios técnicos e psicológicos
A presença de dispositivos familiares reduz a curva de aprendizado comparada a câmeras profissionais, o que permite documentar fenômenos inesperados em segundos. Processadores de última geração cuidam da compressão de vídeos em alta definição ainda a bordo, economizando largura de banda ao enviar os arquivos para o centro de controle.
Do ponto de vista humano, a interface conhecida de um smartphone ajuda a manter o vínculo emocional com a Terra. Mensagens rápidas e imagens privadas podem ser trocadas via a rede Deep Space, fornecendo conforto adicional durante períodos prolongados de isolamento.
Adaptações nos aparelhos
Cada telefone receberá proteção física leve para não interferir nos sistemas de navegação da cápsula. Entre as modificações previstas estão:
Bateria: controle térmico reforçado para o vácuo;
Carcaça: acabamento antiestático;
Transmissão: filtros de baixa frequência para evitar conflitos com as antenas principais.
Além da blindagem, os aparelhos terão protocolos de criptografia atualizados a fim de preservar a integridade dos dados durante a conexão com a rede interna da estação orbital.
Com a decisão, a agência norte-americana aposta que o uso de equipamentos do mercado de consumo pode reduzir custos e, ao mesmo tempo, ampliar a documentação visual das próximas caminhadas lunares. A mudança deve entrar em vigor já nas missões Artemis programadas para os próximos anos.
Com informações de Olhar Digital

