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Movimentação na direita reforça possível chapa Tarcísio-Michelle para 2026

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Brasília, 16 de novembro de 2025 – Uma série de articulações envolvendo lideranças de centro e direita ampliou a percepção, nos bastidores políticos, de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já teria escolhido o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como seu candidato ao Palácio do Planalto em 2026. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) passou a ser considerada como segunda opção para a cabeça da chapa ou, mais provavelmente, como postulante a vice.

Sinais da movimentação

O primeiro indício concreto surgiu em 12 de novembro, com o lançamento da pré-candidatura da deputada Bia Kicis (PL-DF) ao Senado. O evento, que contou com a presença de Michelle Bolsonaro e do presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, abriu espaço para que Michelle deixasse de disputar a única vaga do Distrito Federal, condição que a colocaria livre para integrar uma chapa nacional em 2026.

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Outro movimento relevante ocorreu no dia 11, quando Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para se reunir “o mais breve possível” com Tarcísio em sua residência, onde cumpre prisão domiciliar. Moraes liberou o encontro apenas para 10 de dezembro, mas o pedido foi interpretado como etapa decisiva para definir o nome que receberá o apoio do ex-presidente.

Unificação conservadora

Dirigentes de partidos de centro e direita defendem uma candidatura única que enfrente o projeto de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A expectativa, segundo parlamentares, é que o anúncio formal da chapa aconteça até o início de dezembro, antes de Bolsonaro iniciar o cumprimento da pena de 27 anos e três meses em regime fechado.

A volta de Tarcísio ao centro das especulações animou o mercado financeiro e provocou reações internas. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) tenta manter seu nome no cenário, mas enfrenta processo no STF que pode torná-lo inelegível. Nessa conjuntura, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece como alternativa na família.

Aval e pesquisas

Levantamento do Ranking dos Políticos, divulgado em 11 de novembro, apontou Tarcísio como o nome mais competitivo da direita para 2026, segundo deputados e senadores ouvidos. Entre os fatores citados estão capacidade de diálogo, gestão eficiente e baixa rejeição.

O governador também fortaleceu sua projeção nacional ao articular a escolha do secretário paulista de Segurança Pública, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), como relator do projeto Antifacção na Câmara. Antes, já havia influenciado a tramitação da proposta de anistia, tema caro à base bolsonarista.

Posicionamento de partidos

O presidente do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), declarou que a legenda apoiará Tarcísio caso ele decida concorrer ao Planalto. No MDB paulista, dirigentes indicaram que o prefeito Ricardo Nunes pode disputar o governo estadual em 2026, sinalizando alinhamento ao governador. Já no União Brasil, o governador goiano Ronaldo Caiado afirmou que avaliará mudar de partido – possivelmente para o Podemos – se a sigla não bancar seu projeto presidencial.

Cenário eleitoral

Pesquisas recentes dos institutos Genial/Quaest, Paraná Pesquisas e Futura Inteligência mostraram estagnação ou queda na aprovação de Lula, enquanto o tema da segurança pública ganhou centralidade no debate político, favorecendo candidatos ligados ao campo conservador.

Analistas, contudo, avaliam que o lançamento imediato de uma chapa Tarcísio-Michelle seria prematuro. De acordo com Elton Gomes, professor de Ciência Política da UFPI, a definição esbarra em disputas internas, na situação judicial de Bolsonaro e na escolha de um vice que agregue voto e capilaridade. Segundo ele, governadores como Romeu Zema (Novo-MG) podem ser considerados, apesar do apelo simbólico de Michelle.

Para especialistas, antecipar o anúncio poderia expor a candidatura a ataques de adversários, da imprensa e do Judiciário, motivo pelo qual dirigentes conservadores defendem aguardar o prazo final para registros.

Com informações de Gazeta do Povo

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