O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta sexta-feira, 3 de outubro de 2025, que o chamado “PL da Dosimetria” poderá ser incluído na pauta do Plenário assim que o relator Paulinho da Força (Solidariedade-SP) concluir seu parecer.
Motta declarou que, no momento, o texto permanece em fase de negociações com líderes partidários. “Quando o relator encerrar as conversas, apresentará a proposta e, a partir daí, discutiremos a data de votação”, disse em entrevista à CNN Brasil.
Alternativa ao projeto de anistia
A iniciativa é vista como uma alternativa ao PL da Anistia e, conforme as mudanças que venham a ser aprovadas, pode favorecer o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023.
Segundo Motta, Paulinho da Força “está conversando com todas as bancadas” e ainda não há versão final do texto.
Pautas prioritárias
O presidente da Câmara também elencou outros temas que pretende priorizar até o fim do ano legislativo, como a regulamentação do trabalho em aplicativos, a definição de regras para inteligência artificial, o novo Plano Nacional de Educação e a reforma administrativa. Para ele, essas medidas terão impacto direto no dia a dia da população.
Preocupação externa
Motta manifestou apreensão com o cenário internacional, citando o recente aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. “Tenho preocupação neste momento de instabilidade internacional”, comentou.
Imagem: Marina Ramos
Relação com o Senado
Ao comentar a dinâmica entre as Casas legislativas, o deputado defendeu uma convivência “franca e transparente” com o Senado, apesar de divergências como a recente rejeição, pelos senadores, da PEC da Imunidade Parlamentar aprovada na Câmara. Ele ressaltou manter “relação muito boa e respeitosa” com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e afirmou que derrotas fazem parte do processo democrático.
“Não obrigatoriamente o Senado tem que concordar com o que a Câmara faz, e vice-versa”, concluiu.
Com informações de Gazeta do Povo

