O ex-ministro Raul Jungmann morreu na noite de domingo (18/1), aos 73 anos, em Brasília, vítima de câncer no pâncreas. Ele estava internado no Hospital DF Star desde sábado (17/1), após agravamento do quadro clínico.
Trajetória política
Pernambucano, Jungmann ingressou na vida pública ainda durante a ditadura militar. Na década de 1970, filiou-se ao MDB, principal legenda de oposição ao regime, e participou ativamente do movimento Diretas Já.
Com a redemocratização, passou pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB) e foi um dos fundadores do Partido Popular Socialista (PPS), sigla pela qual se projetou nacionalmente. Embora tenha iniciado o curso de Psicologia na Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), não concluiu a graduação; nos registros oficiais, consta ensino superior incompleto.
Mandatos e ministérios
Deputado federal por Pernambuco em vários mandatos consecutivos, Jungmann se destacou em debates sobre reforma agrária, segurança pública e relações institucionais, além de ocupar cargos de liderança partidária e integrar comissões estratégicas.
No Poder Executivo, chefiou três pastas:
- Ministério da Reforma Agrária (1999-2002), no governo Fernando Henrique Cardoso;
- Ministério da Defesa (2016-2018), no governo Michel Temer;
- Ministério Extraordinário da Segurança Pública (2018-2019), também no governo Temer.
Atuação após o governo
Fora da Esplanada, presidiu o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) e participou de conselhos e fóruns voltados a democracia, desenvolvimento e governança. Era reconhecido pela capacidade de articulação e pelo discurso direto nos bastidores da política.
Raul Jungmann deixa esposa e dois filhos. Segundo familiares, o ex-ministro enfrentou ao menos três internações no fim de 2025.
Com informações de Metrópoles

