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Moraes exibe mensagens que citam Fux durante julgamento do “núcleo 4” no STF

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O ministro Alexandre de Moraes apresentou nesta terça-feira (21/10/2025), no Supremo Tribunal Federal (STF), trechos de mensagens atribuídas aos réus do chamado “núcleo 4” de uma suposta organização criada para deslegitimar o processo eleitoral. Nos diálogos, os investigados afirmam que o ministro Luiz Fux “está muito ligado ao Itaú”, expressão citada por Moraes para exemplificar, segundo ele, estratégias de desinformação voltadas contra integrantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A leitura do conteúdo ocorre poucos dias depois de Fux divergir da maioria no julgamento do “núcleo 1”, quando votou contra a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros envolvidos naquele grupo.

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Réus do “núcleo 4”

Respondem à ação penal:

  • Ailton Moraes Barros, ex-major do Exército;
  • Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército;
  • Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal;
  • Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército;
  • Guilherme Almeida, tenente-coronel do Exército;
  • Marcelo Bormevet, agente da Polícia Federal;
  • Reginaldo Abreu, coronel do Exército.

Argumentos do relator

Moraes sustenta que há uma estrutura criminosa com hierarquia, divisão de tarefas e atuação contínua. Ele mencionou suposto monitoramento de agentes públicos antes das eleições de 2022 e acusou o então diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, de chefiar uma “Abin paralela” a serviço do grupo, sob liderança de Bolsonaro.

De acordo com o voto, integrantes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e da Abin teriam fornecido dados para “milícias digitais” propagarem alegações falsas de fraude em urnas eletrônicas, com o objetivo de desacreditar a Justiça Eleitoral e restringir o exercício de poderes constitucionais.

Conexões apontadas

O ministro também relacionou o material reunido no processo a um documento produzido por Carlos Moretzsohn Rocha e divulgado pelo argentino Fernando Cerimedo, que alegava discrepâncias de votos entre urnas fabricadas em 2020 e modelos anteriores. Segundo Moraes, o conteúdo foi compartilhado por Ângelo Denicoli e, posteriormente, pelo jornalista Paulo Figueiredo, indicado como único integrante de um possível “núcleo 5” ainda não denunciado formalmente pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Figueiredo foi citado por edital e não apresentou defesa até o momento. Moraes adiantou que concorda com a abertura de ação contra esse novo grupo quando a acusação chegar ao STF.

Durante o voto, o relator reiterou que a atuação dos réus pretendia “jogar a população contra as instituições democráticas” e anular o resultado das eleições de 2022 a fim de manter Bolsonaro no poder.

Com informações de Gazeta do Povo

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