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Ministro do TCU sugere pacto na Câmara para que nova vaga seja preenchida por mulher

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Em artigo divulgado em seu portal, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas propôs que a Câmara dos Deputados construa um acordo para indicar exclusivamente mulheres à vaga aberta com a saída de Aroldo Cedraz.

No texto intitulado “Nenhuma delas entre nós: por um pacto partidário que leve uma mulher ao TCU”, Dantas recorda que, desde a criação do tribunal em 1893, apenas duas ministras ocuparam uma cadeira: Élvia Castelo Branco e Ana Arraes, aposentada em 2022. Atualmente, oito ministros compõem o colegiado e o posto disponível é o único em aberto.

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Segundo o ministro, não faltam profissionais do sexo feminino com formação e experiência em controle de contas públicas. Ele atribui a ausência de mulheres no órgão ao processo de escolha adotado pelas bancadas partidárias, comparando o cenário ao “efeito tesoura”, fenômeno que interrompe a ascensão feminina em carreiras competitivas antes dos cargos mais altos.

Dantas argumenta que, sem um compromisso explícito dos partidos, a tendência é de manutenção do histórico de indicações masculinas. Para ele, a presença feminina no tribunal é necessária para que o órgão reflita a diversidade da sociedade sobre a qual delibera.

Cenário de pré-candidaturas

Até o momento, quatro deputados manifestaram interesse em disputar a indicação da Câmara, todos homens: Hugo Leal (PSD-RJ), Hélio Lopes (PL-RJ), Odair Cunha (PT-MG) e Danilo Forte (União-CE). A próxima aposentadoria prevista no TCU ocorrerá apenas em 2027, quando Augusto Nardes completará 75 anos. Depois disso, novas vagas devem aparecer somente na década de 2030, começando por Benjamin Zymler, que atinge a idade-limite em 2031.

Para Bruno Dantas, a iniciativa de reservar a vaga atual a uma mulher seria um passo para corrigir a sub-representação feminina não só no TCU, mas em espaços decisórios de todo o setor público.

Com informações de Atitude Tocantins

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